Ceará atinge metas em dois indicadores de controle da tuberculose

2 de junho de 2010

O Ceará foi um dos 16 Estados certificados pelo Ministério da Saúde por atingir metas de controle da tuberculose no Brasil. A certificação foi entregue pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT). Itapipoca, Maracanaú e Caucaia também foram certificados junto a outros 111 municípios prioritários para o controle da doença. A avaliação dos estados e municípios foi feita com base em seis critérios epidemiológicos, sendo três deles referentes ao ano de 2007 e outros três em 2008. Do ano de 2007 foram selecionados os indicadores de percentual de cura acima de 74%, pelo qual o Ceará foi certificado, abandono de tratamento inferior a 5%, que certificou os municípios de Maracanaú e Itapipoca, e 100% informações sobre o encerramento de casos, índice alcançado por Caucaia e Itapipoca.

Do banco de dados de 2008 foram consideradas as informações sobre a realização de testes de HIV em pacientes com tuberculose e percentual de pessoas que tiveram de se submeter a um novo tratamento da doença e que realizaram o exame de cultura, que permite o diagnóstico de bacilos resistentes aos medicamentos. O Ceará também foi certificado por atingir cobertura acima de 65% do Tratamento Diretamente Observado (TDO), medida que estima o acompanhamento do paciente por um profissional de saúde, familiar ou amigo durante os seis meses em que precisa tomar diariamente medicação contra a tuberculose.

Além do Ceará, foram certificados em um ou mais indicadores os estados do Acre, Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Sergipe, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins, além do Distrito Federal.

Embora a tuberculose ainda represente um importante problema de saúde, houve melhora nos indicadores da doença no Brasil. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgados pelo Ministério da Saúde por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, em 24 de março 2010, mostram que o País melhorou sua posição na lista das 22 nações que concentram 80% dos casos da doença no mundo, passando da 18ª para 19ª. Em 2008, ocorreram 70.989 casos novos, contra 72.140, em 2007. Consequentemente, houve queda na taxa de incidência, que passou de 38,1 para 37,4 por 100 mil habitantes. Houve queda também nos números da mortalidade. Em 2008, foram 4.735 óbitos por tuberculose, enquanto que em 2007 ocorrem 4.823.

No Ceará, no ano de 2009, foram notificados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 3.168 novos casos de tuberculose, correspondendo a um coeficiente de incidência de 37,1 por 10 mil habitantes, índice que ficou abaixo do registrado em 2008, quando ocorreram 3.721 novos casos, ou seja 44,0 por 100 mil habitantes.

Mesmo com a melhora de indicadores, o controle da tuberculose oferece desafios como a ampliação da oferta de diagnóstico e a garantia do tratamento oportuno e com a duração adequada, que é de seis meses. Outra barreira a ser vencida na luta contra a tuberculose são o estigma e o preconceito, que dificultam o diagnóstico, o tratamento e a cura da doença.

Para os gestores federais, estaduais e municipais, um dos principais aspectos considerados prioritários para o enfrentamento da doença é a necessidade de se lutar contra o estigma e o preconceito que rondam os portadores da tuberculose e que impedem o diagnóstico e tratamento precoces. Os medicamentos estão disponíveis nas unidades de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS); são gratuitos e um direito de todos os cidadãos; são eficazes e curam, quando tomados de forma adequada durante os seis meses de tratamento.

02.06.2010

Assessoria de Imprensa da Sesa

Selma Oliveira (selma.oliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5220)