Bebês nascidos no HGF são submetidos ao teste da orelhinha

5 de agosto de 2010

O hospital, reconhecido pelo Ministério da Saúde, como Amigo da Criança, se antecipou a lei que torna o teste da Orelhinha obrigatório.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que torna obrigatória a realização gratuita do exame de triagem auditiva em  todos os hospitais e maternidades, nas crianças nascidas em suas dependências. O exame, denominado Emissões Otoacústicas Evocadas, detecta deficiências sutis que não são percebidas no dia a dia. A  lei foi publicada nesta terça-feira (3) no “Diário Oficial”.

 

O HGF, reconhecendo a importância desse exame para um melhor desenvolvimento dos bebês, se antecipou á lei. Desde julho de 2008, todos os bebês nascidos no Hospital Geral de Fortaleza são submetidos ao teste da Orelhinha. O teste é simples, durando cerca de 15 minutos, mas pode mudar o destino da criança. Durante o teste da orelhinha, um pequeno fone é colocado no ouvido do bebê. O aparelho emite um som fraco. O ruído “viaja” pela cóclea. Ao detectar o sinal, os cílios se movimentam e emitem uma resposta, que é registrada pelo equipamento. Se houver problemas na audição, os cílios não se mexem e o aparelho nada registra. E quanto mais cedo for feito o teste, maiores são as chances de reverter a situação ou iniciar o tratamento precocemente. O ideal é que o teste seja feito ainda no primeiro mês de vida.

 

O teste da Orelhinha é feito no Setor de Otorrinolaringologia do HGF pela equipe de fonoaudiólogas. Por semana, são realizados cerca de 30 testes. Além dos bebês nascidos no próprio HGF, os testes são realizados em bebês que são encaminhados de outros hospitais. Quando o teste indica alguma alteração, o bebê é encaminhado para iniciar o tratamento, que começa com o acompanhamento de um otorrinolaringologista.

 

Os bebês prematuros, nascidos antes da 37ª semana de gestação, são os que apresentam maior risco de apresentar problemas auditivos. Na UTI Neo-natal, eles são submetidos ao teste periodicamente, para avaliar o desenvolvimento auditivo. Cerca de 20 bebês nascem por semana no Hospital Geral de Fortaleza.

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, apenas de 5% a 10% da população brasileira de recém-nascidos fazem a triagem auditiva durante o ano. Para o médico otorrinolaringologista do HGF, Magno Peixoto, a obrigatoriedade do teste representa um grande avanço. “Há muito tempo, o teste do pezinho é obrigatório. E a perda auditiva é muito mais comum que as doenças indicadas pelo teste do pezinho. Agora, vai ser possível possibilitar a estas crianças uma melhor qualidade de vida” – conclui.

 

O teste da Orelhinha é realizado de segunda a sexta-feira e qualquer pessoa pode agendar o teste pelo telefone 3101-3247.

 

05.08.2010

 

Assessoria de Imprensa do HGF:

Gilda Barroso (ascom@hgf.ce.gov.br – 85 3101.7086)