Operação Sorriso começa nesta segunda-feira (30) no Hospital Albert Sabin

27 de agosto de 2010

A partir desta segunda-feira (30), o Hospital Infantil Albert Sabin (Hias) vai receber a edição 2010 da Operação Sorriso do Brasil (OSB). O mutirão segue até o dia 7 de setembro com triagem dos pacientes e procedimentos cirúrgicos. Este ano devem ser promovidas mais de 100 cirurgias gratuitas.

 

Além das crianças de Fortaleza, Região Metropolitana e municípios vizinhos, serão atendidos também os pacientes da Região do Cariri,  
devido o cancelamento do Programa Nacional de Barbalha, que estava previsto para os dias 2 a 6 de agosto. O mutirão vai contar com as  
presenças do Dr William Magee e da enfermeira Kathy Magee, fundadores da Operation Smile no Mundo. Eles estarão juntos em Fortaleza para receber a equipe, os pacientes, e marcar oficialmente o início do programa já no primeiro dia de ação (30 de agosto).

 

No ano passado a ação no Hias foi realizada de 1 a 8 de setembro e superou a edição de 2008 em termos de crianças operadas. Foram 110 procedimentos, 14 a mais do que em 2008. 174 crianças foram triadas. Desde o início do mutirão em Fortaleza, em 1997, cerca de 3.500  
crianças receberam atendimento especializado, das quais mais de 1.600 receberam a cirurgia reparadora gratuita.

 

No Cariri a OSB tem realizado programas sistemáticos desde 2007, e prestou assistência para 232 pacientes, por meio de atendimento  
ambulatorial especializado, realizado por equipe multidisciplinar voluntária, formada por uma equipe formada por cirurgiões plásticos,  
enfermeiros, pediatras, anestesiologistas, ortodontistas, psicólogos e fonoaudiólogos. Dos pacientes avaliados, 142 tiveram seu sorriso e a dignidade devolvidos através da cirurgia reparadora gratuita.

 

Em junho o Hias realizou um mutirão para a correção de lábio leporino em 22 crianças que participaram da Operação Sorriso do ano passado. “Dependendo do caso, algumas crianças precisam de mais de duas cirurgias para a reconstrução do palato e céu da boca”, explica Evelin Gondim, chefe do ambulatório do Hias e coordenadora estadual da ação. “É importante destacar que todo paciente que não for contemplado durante o programa deste ano será devidamente avaliado e cadastrado tanto para tratamento em futuros programas da OSB quanto para atendimento no serviço de fissurados do Hospital Infantil Albert Sabin”, lembra. O Hospital Albert Sabin já realiza há três anos cerca de 60 cirurgias gratuitas por mês de fissuras labiopalatinas (lábio leporino).

 

Além das operações, a Operação Sorriso deste ano vai reunir cerca de 10 pacientes atendidos pela equipe da OSB em parceria com o serviço de fissurados do Hias. Todos esses pacientes são maiores de 18 anos e totalmente inseridos na sociedade. Além da pequena celebração da finalização do tratamento, eles deverão ser apresentados para equipe da OSB e visitar os pacientes que estão à espera de cirurgia durante o programa deste ano.

 

Para ser realizada, a Operação Sorriso conta com a ajuda de não-médicos, cirurgiões plásticos, enfermeiros, anestesiologistas, psicólogos, ortodontistas, fonoaudiólogo, pediatras e geneticistas. Todo o material utilizado durante as cirurgias é de alto padrão, em  parte doado por empresas, ou adquirido pela organização com critério internacional de qualidade. O programa é desenvolvido de forma muito criteriosa, com avaliações, cirurgias e acompanhamento pós-operatório. A operação é relativamente rápida. Em média uma cirurgia no lábio demora em torno de 45 minutos e na manhã após a cirurgia o paciente está liberado para retornar para casa.

 

Por esse motivo, a OSB trabalha em conjunto com a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e demais parceiros, como a Associação Brasileirade Cirurgia Craniomaxilofacial, a Rede Nacional de Mobilização Social (COEP), o Hospital Infantil Albert Sabin (Hias) e a Casa do Menino Jesus. Estas parcerias garantem o atendimento e a qualidade principalmente no período pós-programa. “A OSB vai além da cirurgia,   montamos uma grande estrutura para receber os pacientes e seus familiares. A Marinha do Brasil nos ajuda na logística, a Casa do  Menino Jesus oferece alojamento aos pacientes, fazemos uma triagem nos dois primeiros dias e depois selecionamos os casos que serão operados nos demais dias do programa”, explica Clovis Brito, Diretor Nacional de Programas da OSB.

 

Atualmente a Organização Mundial da Saúde aponta 300 mil casos de brasileiros portadores de fissuras labiopalatinas no território nacional – 1 a cada 650 crianças nascidas no Brasil. O lábio fissurado e/ou a fenda palatina são aberturas no lábio, palato ou tecido mole da parte posterior da boca. A causa exata desse problema ainda é desconhecida, mas esse é um defeito congênito em uma etapa inicial do desenvolvimento do embrião.

 

As consequências da fissura lábio-palatal na vida de uma criança vão além da estética, podem causar problemas auditivos, infecções crônicas, má nutrição, má formação da dentição e dificuldades no desenvolvimento da fala. Frequentemente observa-se o abandono escolar e a baixa da autoestima, ocasionando também problemas psicológicos.

 

27.08.2010

 

Assessoria de Imprensa do Hias:

Selma Oliveira (soliveira@saude.ce.gov.br – (85) 3101-5220