Congresso debate estudo e ensino da Linguística , em Fortaleza

6 de outubro de 2010

Começa nesta quinta-feira(07), em fortaleza, oVI Congresso da Associação de Linguística Sistêmico-Funcional da América Latina (ALSFAL), com o tema “A Linguística Sistêmico-Funcional (LSF) e seu potencial de empoderamento semiótico-discursivo”. O encontro prossegue até o próximo sábado (9), e será aberto oficialmente às 9 horas no hotel Ponta Mar pelo reitor da Universidade Estadual do Ceará (UECE), professor Assis Araripe. A conferência de abertura será proferida pelo pesquisador Christian Mathiessen da Polytechnic University de Hong Kong, com o tema “O Poder da Metalinguagem Sistêmico: seu potencial de empoderamento”.

 

Segundo o coordenador do Congresso, professor Pedro Henrique Praxedes, o evento vai reunir mais de 600 participantes, além de estudiosos do Brasil, e de diversos países como Japão, Austrália,  Itália, Inglaterra, China, Estados Unidos, Portugal, Argentina, Paraguai e Uruguai. A programação do VI ALSFAL conta com mesas redondas, conferências, minicursos, serão também apresentados 320 trabalhos em forma de pôsteres, sessões de comunicação em grupos e individuais durante todo o congresso.

 

O principal objetivo do encontro é debater a teoria linguística(teoria dos estudos da linguagem) LSF (ou Escola de Sydney) através do potencial dos resultados das pesquisas realizadas com base no seu arcabouço teórico-metodológico, favorecer o autoempoderamento (a construção de poder para si próprio, mas através da interação com outros mais experientes) das pessoas através do uso eficaz das semioses discursivas (processo de criação de significados – semiose -via a construção de textos – discursivo, que podem ser verbais orais, verbais escritos, verbais de sinais – línguas de sinais -, não-verbais visuais, não-verbais sonoros, não-verbais audiovisuais, não-verbais gestuais, não-verbais tridimensionais (esculturas, quadros etc) e várias combinações de textos verbais e não-verbais. Quando o texto é só de um tipo, ele é monomodal (uma carta); quando o texto é uma combinação de mais de um tipo, ele é multimodal (uma página de um livro texto com texto verbal e uma figura; um filme – verbal, visual e sonoro).

 

A LSF tem esse potencial por se tratar de uma teoria das linguagens humanas que as estuda como ação – interação no contexto amplo da cultura e no contexto específico da situação social a partir de gêneros textuais. A gramática é essencial, mas ela tem que se subordinar ao gênero textual ou tipo de texto. O empoderamento vem, enfim, pela interface muito próxima entre a LSF e a Linguística Aplicada através da abordagem de (multi) letramento com base em gêneros textuais. Na medida em que as pessoas dominam, com eficiência, um repertório cada vez maior de gêneros de textos, elas ganham poder porque serão capazes de agir e interagir em números cada vez maiores de contextos de situação social (prova de vestibular, festa, entrevista de emprego, funeral, reclamação de um direito etc).

 

Além das associações regionais da LSF (a latino-americana – ALSFAL -, a americana, a australiana, a japonesa, a europeia, a africana), há a ISFLA (International Systemic-Functional Linguistics Association), que se reúne anualmente, tendo sido o congresso deste ano em Vancouver, Canadá, e a do ano que vem será em Lisboa – Portugal.

 

O congresso da ALSFAL é anual, já tendo acontecido na Argentina, no Chile, no México e duas vezes no Brasil: em 2006 na PUC-SP e em 2008 na UFSC (Florianópolis). Esta é a VI edição e a primeira vez no Nordeste do Brasil e em uma universidade estadual.

 

O VI ALSFAL é uma realização do Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada do Centro de Humanidades da Universidade Estadual do Ceará, com apoio do Sistema Verdes Mares de Comunicação/ via Diário do Nordeste.

 

 

Assessoria de Imprensa da Uece

Fátima Serpa (mfserpa@uece.br 85 3101.9605)