Cid e Temporão mobilizam prefeitos do Ceará para controle da dengue

16 de novembro de 2010

A Caravana da Dengue, do Ministério da Saúde, que está mobilizando os 10 Estados com os maiores riscos de enfrentar epidemia da doença no primeiro semestre de 2011, chega ao Ceará. O ministro José Gomes Temporão se reúne com o governador Cid Ferreira Gomes; o secretário da Saúde, Arruda Bastos, e os prefeitos municipais nesta quarta-feira (17), às 18 horas, no auditório do Palácio Iracema, Avenida Dr. José Martins Rodrigues, 150. Na reunião, o ministro apresentará a situação da dengue no País e no Ceará, mobilizando os gestores para a intensificação das ações de controle da doença antes da chegada do período chuvoso, que no Ceará ocorre historicamente de fevereiro a maio.

 

Nos últimos oito anos, foram registrados casos de dengue no Ceará em todos os meses do ano, mas com predomínio no primeiro semestre. Só para se ter um a ideia da concentração maior de casos nos seis primeiros meses do ano, basta constatar que de janeiro a junho de 2009 foram confirmados 3.296 casos da doença. De julho a dezembro o número de casos foi bem menor. Foram confirmados, de acordo com o boletim epidemiológico, divulgado semanalmente pela Sesa, 749 casos.

 

Este ano, até o dia 5 de novembro, o Ceará tem 10.689 casos confirmados de dengue em 116 municípios. Há 14 óbitos confirmados, sendo três de dengue hemorrágica e 11 de dengue com complicação.  A cada ano aumenta, conforme destaca o boletim da Sesa, o número de casos da doença acometendo crianças e adolescentes. A média de idade dos pacientes caiu de 38 anos em 2001 para 18 anos em 2008.

 

Critérios de risco

 

Segundo o Ministério da Saúde, os 10 Estados que correm risco muito  alto de epidemia são: Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Sergipe. Para definir o grau de risco,   o Ministério utiliza a ferramenta “Risco dengue”, que consiste em cinco indicadores, sendo três de saúde, 1 ambiental e outro demográfico. Os critérios, circulação do vírus, incidência da doença entre 2000 e 2010, números de infestação do mosquito Aedes aegypti, somados a indicador de densidade demográfica e dados sobre abastecimento de água e coleta de lixo, são usados para identificar melhor as áreas com maior chance de desenvolver uma epidemia. Com esse trabalho, o objetivo é antecipar as medidas de combate à doença, especialmente ao mosquito transmissor.

 

16.11.2010

Assessoria de Imprensa da Sesa

Selma Oliveira (soliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5220)