HGF realiza os dois primeiros primeiros implantes cocleares do ano

4 de Fevereiro de 2011

Jaqueline Bezerra, de 40 anos, perdeu a audição do ouvido direito ainda criança em consequência de uma caxumba. Aos 20 anos, sem entender a causa, perdeu a audição também do ouvido esquerdo. Já Graziele Ferreira, de 5 anos, nasceu com uma perda auditiva severa. O uso do aparelho amplificador não foi suficiente para garantir um bom desenvolvimento dela.

 

 

Na última quinta-feira (3), as vidas de Jaqueline e Graziele iniciaram um novo capítulo. Graziele terá a chance de ouvir pela primeira vez. Jaqueline terá a oportunidade de recuperar a audição após 20 anos de silêncio. As duas foram as primeiras pacientes a receber o implante coclear este ano no Hospital Geral de Fortaleza, HGF.

 

 

O HGF foi credenciado pelo Ministério da Saúde para realizar cirurgias para implante coclear em dezembro de 2009. Em 2010, o hospital realizou 24 implantes cocleares, meta estabelecida pelo Governo Federal. Segundo o chefe do Serviço de Otorrinolaringologia do HGF, Deodato Diógenes, para 2011, a previsão é ampliar o número de implantes realizados para 36. A proposta deve ser encaminhada em março para o Ministério da Saúde.

 

O implante coclear é realizado pelo SUS desde 2000 e o Ministério da Saúde investe R$ 45,8 mil para o atendimento de cada paciente. O Sistema Único de Saúde (SUS) fornece o ouvido biônico, uma prótese que é implantada por meio de cirurgia no ouvido de pacientes com deficiência auditiva. O equipamento auxilia o cérebro a interpretar os estímulos sonoros, devolvendo o sentido ao paciente. Já há 17 unidades de saúde com capacidade para realizar o procedimento. Além do Ceará, elas estão no Distrito Federal e nos estados da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pará, credenciado em dezembro de 2010.

 

 

Um ouvido artificial

 

O implante coclear é um equipamento computadorizado colocado dentro da cóclea, na parte interna do ouvido. Ele capta os sons e os transforma em sinal elétrico, que é interpretado no cérebro como estímulo sonoro. Além do dispositivo, o aparelho é composto por um processador de fala que fica fora do ouvido. É como se fosse um microfone captando o som do ambiente. O funcionamento do implante coclear é diferente do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI), uma vez que ele cria a possibilidade de o usuário perceber o som em vez de só aumentá-lo.

04.02.2011

Assessoria de Imprensa do HGF

Gilda Barroso (gildabarroso@gmail.com / 3101.7086)