CPMA intensifica ações para combater à caça ilegal de animais silvestres

7 de fevereiro de 2011

A Companhia de Policiamento do Meio Ambiente (CPMA) tem intensificado as ações de enfrentamento à caça ilegal de animais silvestres em algumas regiões do Estado. As operações visam levar à justiça os aprisionadores e matadores destes animais, sobretudo, tatus, que são vendidos ilegalmente aos comerciantes. De acordo com o comandante da CPMA, tenente-coronel PM John Roosevelt Rogério de Alencar, cerca de 30 pessoas já foram detidas por tal prática, nas últimas operações.

 

A última ação aconteceu nos distritos de Itapeim e Serra do Félix, no sertão de Beberibe. A operação contou o apoio do Comando de Policiamento do Interior (CPI), Polícia Rodoviária Estadual (PRE), Companhia de Beberibe e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA). A ação teve origem em virtude de denúncias da população local, referentes à caça de animais silvestres, principalmente tatu, por caçadores de outros municípios vizinhos e até mesmo de outros Estados como o Rio Grande do Norte, especialmente das cidades de Mossoró e Caraúbas.

 

As diligências nessa região foram importantes, pois demonstraram indícios de prática de caça profissional, devido a marcas de pegadas humanas e caninas, rastros de pneus de moto e de carro, veredas recém desvastadas, inclusive grandes buracos para apanha de tatus. Durante a operação também foram encontrados grande quantidade de garrafas pet, retalhos de roupa, copos de vidro, garrafas plásticas contendo diesel, remédios, caixas de fósforo, vestígio de fogueiras e sacos vazios deração para cães.

 

Os animais que vivem, naturalmente, fora do cativeiro, constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais são propriedades do Estado, sendo proibida a sua utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha, conforme a Lei de Proteção à Fauna (Lei nº 5.197/67). Cometer a infração em período de defeso à caça ou durante a noite são circunstâncias agravantes de aumento da pena, constituindo crime punível com pena de reclusão de dois a cinco anos o exercício de caça profissional, nos termos da Lei.

 

Na operação foi utilizado o Sistema de Posicionamento Global (GPS) para plotagem de vários pontos de acesso utilizados pelos caçadores, bem como diversos ranchos (locais onde os caçadores montam acampamento), visando um planejamento operacional estratégico de cerco e prisão a tais infratores, havendo a possibilidade de sobrevoo pelos helicópteros da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas(Ciopaer), com navegação baseada nas latitudes e longitudes plotadas.

 

07.02.2011

Assessoria de Imprensa da SSPDS

Henrique Silvestre e Joslen Herbster (ascom@sspds.ce.gov.br / 85 3101.6517 – 3101.6518)