Número de mulheres desempregadas cai na RMF

2 de março de 2011

O desempenho do mercado de trabalho na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) foi favorável para a inserção produtiva de homens e mulheres, em 2010. Para a população feminina, foram gerados 36 mil postos de trabalho, volume suficiente para absorver 21 mil mulheres à força de trabalho local, o que reduziu o contingente de trabalhadoras desempregadas em 14 mil pessoas. Os dados apresentados fazem parte do estudo divulgado nesta quarta-feira (2), em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e do IDT, o Sine/CE, o Dieese e a Fundação Seade.

Segundo o estudo, a melhoria no número de vagas de trabalho fez com que a taxa de desemprego total diminuísse tanto para homens, de 10,0% (2009) para 8,1% (2010), como para as mulheres, de 12,9% para 11,0%. Nesse período, o contingente de desempregados estimado na Região caiu de 194 para 165 mil pessoas, comportamento que foi observado tanto entre os homens (de 91 para 76 mil), quanto entre as mulheres (de 103 para 89 mil).

Das ocupações geradas entre 2009 e 2010 (83 mil), 47 mil foram ocupadas por homens e 36 mil por mulheres, sobretudo no setor privado e com carteira assinada e entre os autônomos.

“Esse comportamento em grande medida, foi influenciado pela expansão da construção civil na RMF, cuja ocupação neste setor ainda é predominantemente masculina”, destaca o presidente do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), De Assis Diniz. Por outro lado, o crescimento das oportunidades de trabalho para as mulheres foi mais evidente no setor terciário da economia, especialmente no comércio.

Levando-se em consideração o rendimento horário – haja vista que a jornada de trabalho feminina (41 horas) é, em média, pouco inferior à masculina (44 horas) – percebe-se que os rendimentos médios auferidos pelas mulheres, em relação aos homens, passaram de 77,1%, em 2009, para 78,7%, em 2010, ou seja, para cada hora trabalhada (em média), os homens recebem R$ 5,06 e as mulheres, R$ 3,98.

 

Mulher X escolaridade

Participação no mercado de trabalho cresce com aumento da escolaridade.

A presença feminina é crescente com o aumento da escolaridade, uma vez que chega atingir seis em cada dez trabalhadores ocupados com ensino superior completo, segundo pesquisa divulgada nesta quarta (2/3) pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), o SINE/CE, o DIEESE e a Fundação SEADE.

Os dados da pesquisa apontam que a elevação da escolaridade tende a ampliar a participação dos trabalhadores no mercado de trabalho, uma vez que por volta de oito em cada dez trabalhadores com ensino superior estão efetivamente nesse mercado.

“Quando observada a população ocupada, percebemos que as mulheres com maior nível de escolarização possuem mais possibilidades de conseguir um posto de trabalho, com salário compatível no mercado”, destaca o presidente do IDT, De Assis Diniz.

O ritmo de crescimento do nível ocupacional feminino foi pouco inferior ao dos homens (5,9% contra 5,0%), entre 2009 e 2010. Especificamente entre os mais escolarizados, cabe mencionar que enquanto diminuiu as oportunidades de trabalho para os homens, entre as mulheres, ocorreu exatamente o contrário, dada a elevação da ocupação para as trabalhadoras de ensino superior, fato que sinaliza mais oportunidades de trabalho para este segmento populacional.

Assalariamento e ensino superior


Do total de 1.595 mil ocupados encontrados na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), em 2010, 136 mil eram trabalhadores com ensino superior (8,6%), sendo 84 mil mulheres e 52 mil, homens.

O estudo aponta também que enquanto os trabalhadores com menor instrução formal enfrentam as mais diversas formas de contratação, os de ensino superior tendem a alcançar mais frequentemente postos de trabalho mais formalizados, especialmente no setor público.

Rendimento

O rendimento médio dos trabalhadores de ensino superior é cerca de quatro vezes mais elevado do que entre as pessoas com menor nível de escolarização. Em 2010, enquanto o rendimento médio dos ocupados com ensino superior correspondia a R$ 2.490, o dos trabalhadores menos escolarizados ficava em R$ 699.

 

02.03.2011

Assessoria de Imprensa do IDT

Ana Clara Braga (anaclara@idt.org.br / 85 3101.5500)