Palácio da Abolição volta a sediar Poder Executivo Estadual

25 de março de 2011

Durante a solenidade de inauguração do Novo Palácio da Abolição, realizada nesta sexta-feira (25), data em que se comemora a Libertação dos Escravos no Ceará, o governador Cid Gomes  anunciou que a nova sede do Poder Executivo Estadual estará de portas abertas para a população. O objetivo, segundo Cid, é resgatar o papel histórico do prédio e fixar o local como sede do Governo . “Já adotamos o brasão do Estado como nossa logomarca e agora pretendemos incentivar a população para que encontre aqui neste endereço uma identificação cultural com o Executivo do Estado”, explicou. Com a inauguração, o Palácio da Abolição volta a ser o local das principais decisões do Ceará.

 

De acordo com o governador, o novo Palácio já está em processo de tombamento e o governo teve todos os cuidados para preservar a identidade histórica da obra, inaugurada em julho de 1970. “Hoje, o Abolição recupera seu papel, depois de valorizado em seus traços mais marcantes. Cada pedra, cada peça de vidro, cada centímetro quadrado do revestimento em concreto ou madeira, assim como as grandes portas do hall de entrada, em jacarandá trabalhado, tudo foi zelosamente polido, lustrado, recuperado, com o rigor que merece uma relíquia arquitetônica”, citou. Ele acrescenta ao mesmo tempo, foram empregadas marcas de de sua gestão como a implantação de uma biblioteca, de auditório para de 214 lugares que estará permanentemente aberto para a realização de eventos culturais e artísticos, além de acessos como rampas e elevadores para atender a pessoas com deficiência.

 

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A solenidade teve início pela manhã quando o governador Cid Gomes subiu a rampa e passou em revista a tropa. Em seguida foram hasteadas as bandeiras do Brasil, do estado do Ceará, e do Mercosul. Duas placas foram descerradas. A primeira com a história do palácio, descerradas pelos dois últimos governadores a despacharem neste endereço, Adauto Bezerra e Gonzaga Mota, e a placa da restauração do Palácio, descerrada pelo governador Cid Gomes e pelo secretário do Turismo do Estado, Bismarck Maia.

 

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Durante o discurso, Cid Gomes afirmou que o projeto de trazer de volta a sede do Executivo para para o Palácio da Abolição foi apresentado no início da primeira gestão e desde então, segundo Cid, foi maturado e cuidadosamente posto em execução. “Não economizamos em desvelos, levando em conta que se tratava de restaurar uma edificação muito especial. O conjunto se constitui em exemplar típico do Movimento Moderno da arquitetura brasileira. Além do mais, levando-se em conta a ilustre galeria de governadores que aqui tomaram assento, o Palácio já se havia tornado um testemunho de nossa história ”, discursou.

 

Entre as diversas autoridades presentes estavam os senadores Inácio Arruda, Eunício Oliveira e José Pimentel; o ministro do Superior Tribunal de Justiça, César Asfor; o presidente do Tribunal de Justiça do Ceará, Arísio Lopes; o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Claudio; o vice-governador, Domingos Filho; o presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, Manoel Veras; o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Teodorico Menezes; além de deputados estaduais, federais, prefeitos e secretários de Estado.

 

Pedra Fundamental

 

A iniciativa de construir um Palácio como sede do Governo do Ceará surgiu no início dos anos de 1960, quando o então governador Parsifal Barroso solicitou o projeto ao arquiteto carioca Sergio Bernardes. A pedra fundamental do Palácio foi lançada em 1962 e em 1965, o então governador Virgílio Távora deu início as obras físicas. O Palácio segue o estilo modernista em concreto e aço, com varandas circundando todo o prédio principal.

 

O Palácio da Abolição forma um conjunto com o Mausoléu Castelo Branco, o anexo e a capela. A edificação está em processo de tombamento pelo Estado, em ação apresentada ao Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural em 17 de maio de 2004. A área envolve o perímetro da Avenida Barão de Studart com as ruas Silva Paulet, Deputado Moreira da Rocha e Tenente Benévolo.

 

O projeto arquitetônico é do carioca Sérgio Bernardes, com jardins concebidos por Fernando Chacel, que tem como inspiração o modelo paisagístico de Burle Max. A construção foi acompanhada pelos engenheiros José Alberto Cabral e Rui Filgueiras Lima.

 

Entre 1970 e 1986, o Poder Executivo do Ceará esteve sediado no Palácio da Abolição. O primeiro governador a despachar no prédio foi Plácido Castelo, depois da transferência do Palácio da Luz, no Centro. O último governador a ocupar o Palácio da Abolição foi Gonzaga Mota, de 1983 a 1986.

 

Em 1987, a sede do Governo do Estado foi transferida para o Centro Administrativo do Cambeba pelo então governador Tasso Jereissati. Em 2003, Lúcio Alcântara volta a mudar a sede do Executivo, passando a despachar no Palácio Iracema.

 

Galeria e obras de Arte

 

Antes de se mudar para o Palácio da Abolição, no Meireles, a sede do Governo do Estado do Ceará ficava no Palácio da Luz, no Centro, onde funciona Academia Cearense de Letras. Obras de artistas plásticos cearenses compõem o Palácio da Abolição. Ao todo são 126 obras. Na Galeria de Arte estão expostas 46 telas e resume, em sua estrutura, a história da pintura e dos pintores cearenses.

 

O Mausoléu, onde se encontra os restos mortais do ex-presidente Castelo Branco e da sua esposa, Argentina, também foi restaurado. A obra, também de estilo modernista como o prédio principal, consiste em um bloco de concreto prismático e longilíneo com um arrojado balanço de 30 metros. À noite o Mausoléu é iluminado, conforme foi concebido no projeto original, e uma fonte compõe o cenário.

 

Com a restauração, foi construído um novo novo auditório, com capacidade para 214 lugares, acessibilidade garantida, palco e sala de espera. O espaço de eventos é destinado a ações culturais e compreende em sua área a capela, que foi completamente restaurada e climatizada. A partir de maio será possível agendar, por meio da Internet, visitas ao Palácio da Abolição.

 

Pintores com obras na Galeria

 

Vicente Leite
Raimundo Cela
Antônio Bandeira
Aldemir Martins
Zenon Barreto
Barrica
Raimundo Kampos
Leonilson
Marcus Francisco
Carlinhos de Morais
Chico da Silva
Joaquim de Souza

 

Pintores e Escultores Palácio

Antônio Bandeira
Mateus
Barrica
Roberto Galvão
José Fernandes
José Guedes
Mano Alencar
Maurício Cals
Descartes Gadelha
Chico da Silva
Isidoro
Antunys
Sérvulo Esmeraldo
Estrigas
Vicente Leite
Aldemir Martins
Heloisa Juaçaba
Raimundo Cela
Afonso Lopes
Francisco de Almeida
Francisco Vidal Jr.
Sérgio Lima
Hélio Rola
Zé Tarcisio
Marcos Jussiê

 

25.03.2011

Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado

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