Modelo de gestão de policlínicas e CEOs é apresentado no Conass, em Brasília

26 de julho de 2011

O Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde vai conhecer a experiência de consórcios públicos de saúde do Ceará. A apresentação acontecerá durante a 6ª Assembleia do Conass, nesta quarta-feira (27), às 9h30min, no auditório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília. Além do secretário da Saúde do Estado e vice-presidente do Conass na região Nordeste, Arruda Bastos, participam da apresentação do modelo de gestão adotado nas policlínicas e Centros de Especialidades Odontológicas regionais, construídos pelo governo do Estado, o secretário adjunto Haroldo Pontes, a secretária executiva Rosa Moraes e a assessora jurídica Fátima Nogueira.

O Ceará decidiu pela formação de consórcios públicos em saúde, tomando por base os municípios localizados numa mesma microrregião de saúde para garantir a  estruturação de redes de assistência e ampliar e facilitar o acesso da população aos serviços de saúde na própria região. O Governo do Estado participa dos consórcios em todas as 21 regionais de saúde, onde  está construindo uma das maiores redes de assistência do País. Nela estão incluídas as 22 policlínicas e 18 CEOs regionais com a gestão via consórcios públicos. Na manutenção financeira, o Estado participa com 40% do custeio de cada policlínica e cada CEO.  

Os consórcios são constituídos sob a forma de associação pública, entidade autárquica e interfederativa, para a promoção de ações de saúde pública assistenciais e prestação de serviços especializados de média e alta complexidade. A formação dos consórcios compreende uma série de etapas. Após a assinatura do Protocolo de Intenções, o documento deverá ser ratificado pelo Poder Legislativo de cada ente consorciado, o que o transforma na Lei do respectivo consórcio. Em seguida são elaborados o Estatuto e o Regimento Interno e feita a pactuação do Contrato de Programa, obrigações referentes a encargos, serviços e bens necessários à implementação do consórcio. Na etapa seguinte, o Contrato de Rateio tem a finalidade de estabelecer obrigações financeiras, os compromissos da aplicação dos recursos pelos entes consorciados. A partir daí são definidas a dotação orçamentária específica ou créditos adicionais por cada ente consorciado. Após organizado e estruturado, o consórcio começa a funcionar.

Todas as 21 microrregiões de saúde do Estado já criaram seus consórcios intermunicipais e os onze  já implantados administram os CEOs de Juazeiro do Norte, Baturité, Acaraú, Sobral, Camocim, Ubajara, Russas, Brejo Santo e as policlínicas regionais de Tauá, Baturité e Camocim, todas essas unidades em pleno funcionamento. Em Sobral, a administração do CEO tem participação da Universidade Federal do Ceará (UFC) como ente consorciado. Comitivas dos estados de Alagoas e do Maranhão já visitaram o Ceará este ano para conhecer a experiência local dos consórcios públicos de saúde.

 

26.07.2011

Assessoria de Imprensa da Sesa

Selma Oliveira (soliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5220)