Ocupação tem terceiro mês de alta na Região Metropolitana de Fortaleza

31 de agosto de 2011

O nível ocupacional segue em elevação pelo terceiro mês consecutivo e a taxa de desemprego manteve-se estável, entre os meses de junho e julho de 2011, em 9,7% da população economicamente ativa (PEA). As informações são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED/RMF), na Região Metropolitana de Fortaleza, divulgada nesta quarta-feira (31), pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

“Nesse mês, percebemos um momento de mudança do mercado de trabalho, quando a ocupação começa a apresentar resultados crescentes e o desemprego inicia um processo de desaceleração. Acreditamos que devemos continuar nesse ritmo até o final de 2011,” observa o presidente do IDT, Francisco de Assis Diniz.

Os números foram puxados principalmente pelos resultados da indústria (7 mil), serviços (9 mil) e construção civil (9 mil), com destaque para este último que registrou o maior contingente de ocupados no setor (126 mil), desde dezembro de 2008. Houve ainda redução no comércio (12 mil) e, em menor medida, no agregado outros setores (2 mil).

Em relação aos setores, o coordenador de Estudos e análise do Mercado do IDT, Erle Mesquita, destaca ainda que “o crescimento da construção civil deve se manter, considerando a ampliação do número de obras públicas e privadas. Além disso, no final de ano, aumenta a procura por profissionais autônomos nesse setor para a realização de pequenas obras ou reparos nas residências”.

Em julho, foi registrado o menor tempo médio de procura por trabalho, desde dezembro de 2008, com 33 semanas, inferior ao apresentado no mesmo período de 2009 e 2010 (48 e 40 semanas, respectivamente). Segundo a posição na ocupação, cresceu o contingente de assalariados (15 mil), dados os acréscimos ocorridos tanto no setor público (8 mil), como na iniciativa privada (7 mil).

Neste último segmento, destaca-se a geração de 6 mil empregos com carteira, o que elevou a estimativa do total de trabalhadores com registro para 659 mil pessoas ou 40,4% da população ocupada, o maior valor desde dezembro de 2008. Já o rendimento médio real aumentou para o total de ocupados e permaneceu relativamente estável entre os assalariados.

31.08.2011

Assessoria de Comunicação do IDT:
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