Hospital de Messejana adquire equipamento inédito para tratar arritmias graves

1 de setembro de 2011

Um novo equipamento, adquirido através da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), vai beneficiar pacientes que sofrem com arritmias complexas, atendidos no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM). Com o Sistema de Mapeamento Eletroanatômico Tridimensional, os pacientes terão acesso à realização de procedimento de alta complexidade, disponibilizado apenas no Ceará. O Sistema de Mapeamento Eletroanatômico Tridimensional realiza o mapeamento de circuito nas arritmias complexas (fibrilação atrial e ventriculares), com definição mais precisa, proporcionando uma maior taxa de sucesso da ablação dos focos de arritmias, com diminuição do tempo do procedimento, e consequentemente, da incidência de complicações. Além de menor exposição à raios X para o paciente e profissional da saúde.

 

A coordenadora do setor de eletrofisiologia do HM, Dra. Ieda Prata Costa, explica que a nova aquisição representa um grande avanço no tratamento das arritmias. “O Hospital de Messejana apresenta uma demanda crescente de pacientes com arritmias complexas, e, por vezes, era necessário o encaminhamento para tratamento fora de domicílio, o que a partir de agora não ira mais acontecer”, ressalta.  Na aquisição do equipamento foram investidos R$ 500 mil. Cada procedimento, financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), custará cerca de 20 mil reais.

 

Sistema de Mapeamento Eletroanatômico Tridimensional

O novo sistema proporciona a realização da ablação de fibrilação atrial (FA), uma das arritmias cardíacas mais comuns, responsável por significativa mortalidade e custos elevados. “O controle da FA realizado através da ablação tem-se mostrado mais eficiente do que as drogas antiarrítmicas.

 

Desta forma, apresentamos um número significativo de pacientes que se beneficiarão deste tratamento”, explica a Dra. Ieda Prata. As arritmias ventriculares estão associadas à morte súbita e, portanto, necessitam de tratamento eficaz. Geralmente, são difíceis de serem localizadas, o que diminui a taxa de sucesso da ablação, procedimento de cura. Este tipo de mapeamento proporciona uma localização mais precisa e segura.

 

01.09.2011

Assessoria de Comunicação do Hospital de Messejana

Stella Magalhães (85) 3101-4092