Nível ocupacional cresce pelo quarto mês consecutivo da RMF

28 de setembro de 2011

Em agosto, a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED/RMF) apresenta um novo momento do mercado de trabalho em Fortaleza, com a redução da taxa de desemprego e a elevação do nível ocupacional, especialmente pelas contratações com registro em carteira. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (28). Considerando os dados da PED, a taxa de desemprego caiu dos 9,7% em julho para os atuais 9% da população economicamente ativa – PEA, registrando um contingente estimado em 163 mil pessoas desempregadas, 12 mil a menos do que no mês anterior. O decréscimo deve-se à geração de 11 mil ocupações e da saída de mil pessoas da PEA, em todos os segmentos populacionais. Somente entre os jovens, a taxa de ago/11 supera a de ago/10.

O nível ocupacional cresceu pelo quarto mês consecutivo, com a criação de 11 mil postos de trabalho (0,7%), totalizando 1.643 mil pessoas ocupadas. Houve aumento do número de ocupados no comércio (5 mil), na indústria (4 mil) e, em menor intensidade, na construção civil (1 mil) e no agregado outros setores (1 mil). O nível ocupacional no setor de serviços apresentou-se estável com 738 mil ocupados.

A pesquisa mostrou o crescimento no contingente de assalariados (10 mil), reflexo da criação de 12 mil ocupações no setor privado (1,4%), e a eliminação de 2 mil ocupações no setor público (1,5%). No setor privado, foram gerados 8 mil empregos com carteira assinada (1,2%) e 4 mil sem carteira (2,0%). No trabalho autônomo, houve redução de 4 mil ocupações (0,9%), totalizando 424 mil trabalhadores, assim como no emprego doméstico (1 mil ou 0,8%), com 130 mil empregados na RMF, em agosto de 2011. Nas demais posições, verificou-se a geração de 6 mil ocupações (7,3%).

“Considerando a sazonalidade do mercado de trabalho, percebemos que iniciamos um novo momento do mercado de trabalho, com a ampliação da ocupação e redução do desemprego, que deve se manter até o final do ano,” analisa o presidente do Instituto de Desenvolvimento do trabalho De Assis Diniz.

O analista do mercado de trabalho Mardônio Costa destaca ainda a redução do tempo médio de procura por trabalho. “Em agosto, registramos o menor tempo médio de procura por trabalho da série, desde dezembro de 2008, com 33 semanas. Este é um resultado importante, pois revela que o trabalhador está se reinserindo mais rapidamente, permanecendo menos tempo sem benefícios, como a Previdência e o FGTS,“ observa.

Entre junho e julho de 2011, o rendimento médio real dos ocupados apresentou discreta elevação, de R$ 905 para R$ 910, e o dos assalariados manteve-se relativamente estável, passando de R$ 960 para R$ 962 (0,3%). Na iniciativa privada, os empregados com carteira assinada (0,8%) e os sem carteira (0,9%) obtiveram pequenas elevações em seus rendimentos médios, estimados em R$ 871 e R$ 591, respectivamente. O rendimento médio real dos autônomos foi estimado em R$ 643, com elevação de 4,7%.

A Pesquisa de Emprego e Desemprego

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED/RMF), na Região Metropolitana de Fortaleza, realiza-se através de uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), o Sine/CE, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

Atualmente, a PED é realizada nas regiões metropolitanas de Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e no Distrito Federal e traz a evolução dos principais indicadores de ocupação, desemprego e rendimento do mercado de trabalho.

 

28.09.2011

Assessoria de Imprensa do IDT

Ana Clara Braga (anaclara@idt.org.br / 85 3101.5500)