Cajuína gera renda para famílias em Beberibe

5 de outubro de 2011

Famílias da comunidade de Palmeira, em Beberibe, no Litoral Leste, estão utilizando o caju, matéria-prima abundante na região, para gerar renda a famílias que trabalham em regime de associativismo e, também, para a comunidade. Depois do apoio do Governo do Estado do Ceará, a cajuína produzida na Associação Comunitária dos Moradores de Palmeira ganhou espaço nas prateleiras do comércio local e também na merenda das escolas do município de Beberibe.

Com o suporte da Secretaria das Cidades e recursos do Fundo Estadual de Combate a Pobreza (Fecop) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), a produção de cajuína e vinho de caju, um costume que existe há mais de 40 anos, passou a ser feita de modo mais profissional.

Desde 2008, a comunidade conta com um prédio e todo o maquinário necessário para o início da produção da cajuína. A produção melhorou e aumentou a renda dos sócios da associação, gerando dessa forma uma empregabilidade que garante o sustento de pelo menos dez famílias. A estrutura foi conseguida por meio do I Edital de Arranjos Produtivos Locais (APLs).

O trabalho de produção da cajuína vai muito além do sustento das famílias. Requer, segundo dona Maria Estela, 60, muito carinho e vocação de quem produz. Segundo ela, produzir cajuína é uma herança deixada pelos seus avós. “É algo que mexe com o sentimento das pessoas. É uma tradição que não se perde com o tempo. Realmente todo o trabalho manual exige uma habilidade e, muito mais que isso, exige o calor humano, delicadeza do cuidado, afinação da experiência”, diz.

Produção da cajuína

– A Associação Comunitária dos Moradores de Palmeira produz 180 litros de cajuína por dia. O produto pode ser encontrado no comércio local, mas a prioridade é o fornecimento às escolas públicas para o consumo na merenda escolar.

– A matéria-prima é adquirida na própria comunidade. As caixas com caju são vendidas por cerca de R$ 8. Toda manhã o material chega. Com isso, é iniciado o trabalho.

O passo a passo da produção de cajuína da associação de moradores mistura tradição e modernidade. O processo é quase todo artesanal, mas passa por cozimento industrial.

Após retirarem o suco, chamado lá de “vinho” do caju, a aglutinação é feita a partir da mistura com gelatina natural. O material segue para uma tripla filtração e é engarrafado. A última etapa é o cozimento que dura, em média, 4 horas.

05.10.2011

Assessoria de Comunicação da Secretaria das Cidades
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