Hospital de Messejana realiza o terceiro transplante de pulmão do N/NE do país

1 de novembro de 2011

O Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM) realizou na madrugada desta terça-feira (1º) o terceiro transplante de pulmão do Ceará e de todo o Norte e Nordeste do país. O Hospital faz parte da rede pública estadual e está entre as três unidades de saúde do país a realizar esse tipo de procedimento. Segundo o chefe da equipe de Transplante de Pulmão do HM, o cirurgião Torácico Antero Gomes Neto, a expectativa é que o Hospital se torne um centro de referência. “Estamos nos consolidando e vamos nos tornar centro de referência da região Norte e Nordeste em transplante de pulmão”, disse o chefe da equipe. No Brasil, o transplante pulmonar também é realizado em Porto Alegre e em São Paulo.

O paciente transplantado foi Ednardo Zacarias da Silva, de 61 anos, que aguardava a doação do órgão desde janeiro deste ano.  Portador de fibrose pulmonar, ele dependia de um balão de oxigênio para sobreviver. “A única chance que Ednardo tinha era um transplante”, revelou Antero Gomes Neto. “Foi mais um transplante bem sucedido. O paciente está reagindo bem e permanece sobre os cuidados da equipe médica na UTI”, completou o cirurgião.

O chefe da equipe acredita que os bons resultados se devem à rigorosa observação dos critérios internacionais estabelecidos para a indicação de transplante, assim como à detalhada avaliação do doador e do receptor do órgão a ser transplantado. Atualmente, oito pacientes esperam pelo transplante.

Sobre o Transplante Pulmonar

A captação do pulmão de doadores para transplante é um processo complexo. O pulmão é o primeiro órgão a se deteriorar no processo de morte encefálica. Nessa condição, geralmente o potencial doador necessita de suporte respiratório que, muitas vezes, compromete a qualidade do órgão. Além disso, boa parte dos doadores com morte cerebral por acidente tem os pulmões comprometidos por trauma torácico, o que inviabiliza a doação. O pulmão é também um órgão sujeito à contaminação direta pelo ar, tanto no caso do doador quanto no do receptor. Todos esses fatores inviabilizam a captação de cerca de 80% dos pulmões doados.

01.11.2011

Assessoria de Imprensa do Hospital de Messejana

Stella Magalhães (stella@hm.ce.gov.br / 85 3101.4092)