Ceará atinge pela primeira vez marca de 1.000 transplantes ano

2 de novembro de 2011

Depois de confirmar mais um recorde pelo quinto ano consecutivo, o Ceará registra um novo feito  histórico: supera pela primeira vez 1.000 transplantes realizados em um ano, mesmo ainda a dois meses do final de 2011. Até esta terça-feira, 1º de novembro, foram 1.037 transplantes no ano, 165 a mais que o último recorde de 872 transplantes em todo o ano de 2010. Para comemorar a marca histórica, a Secretaria da Saúde do Estado fará homenagem às instituições e profissionais que atuam no processo de doação e transplante no Ceará, com a entrega de condecorações e   certificados de reconhecimento, em solenidade nesta quinta-feira (03), às 9 horas, no Auditório Waldir Arcoverde, Avenida Almirante Barroso, 600, Praia de Iracema. A condecoração tem a forma do laço verde, símbolo mundial das campanhas de doação de órgãos.

 

O ano de 2011 tem sido de grandes conquistas para a área de transplantes do Ceará. Em setembro, o Estado já aparecia com o maior número de transplantes de fígado por milhão de habitantes, do país, de acordo o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Foram 77 transplantes de fígado realizados entre janeiro e junho deste ano, índice de 18,2 transplantes por milhão de habitantes no primeiro semestre de 2011. No mesmo período, São Paulo e Minas Gerais, agora segundo e terceiro colocados da tabela da ABTO, tiveram 16,5 e 16 transplantes por milhão de habitantes, respectivamente. Até outubro, já são 131 transplantes de fígado no Ceará, 18 a mais que em todo o ano de 2010. Novos recordes foram registrados também em transplantes de córnea, coração, valva cardíaca e pâncreas.

 

O levantamento feito pela Central de Transplantes da Secretaria da Saúde registra, até esta terça-feira, 625 transplantes de córnea (460 em 2010), 20 de coração (16 no ano passado), 11 de valva cardíaca (10) e 7 de pâncreas (6). Foram ainda realizados 218 transplantes de rim (232 em 2010), 9 de esclera (21) e 13 de medula óssea (14). Transplantes de pulmão começaram a ser realizados no Ceará em 2011 e o terceiro transplante do ano foi realizado na madrugada desta terça-feira, no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM), unidade da Secretaria da Saúde do Estado, única do Ceará habilitada pelo Ministério da Saúde a realizar esse procedimento.

 

Entre 2010 e 2011, o Ceará avançou uma posição no ranking nacional de doadores efetivos e assumiu o terceiro lugar no Brasil, passando de 14,8 doadores efetivos por milhão da população no ano passado para 16,8 no primeiro semestre deste ano, atrás apenas de Santa Catarina (25,6 pmp/ano) e São Paulo (20,2 /ano). Para sensibilizar ainda mais a população para a doação de órgãos e tecidos, o governo do Estado, através da Sesa, lançou no segundo semestre a campanha “Doar transforma. Doe órgãos e ajude a transformar esperança em vida”. O objetivo é informar a população que é fácil doar e é um ato de solidariedade que faz parte do perfil dos cearenses. Para ser um doador não precisa deixar nada por escrito, em nenhum documento.  Basta conversar com a família sobre a vontade e decisão de ser doador. A doação de órgãos, só ocorrerá após a autorização familiar. Na fila de espera por transplantes no Ceará há 921 pacientes esperando por doações de órgãos ou tecidos – 515 por córnea, 210 por rim, 13 por coração, 141 por fígado, 3 por pâncreas, 2 por pulmão e 37 por medula óssea.

 

O Sistema Nacional de Transplante (SNT), adotado no Brasil, tem a concepção de fila única de transplante com o propósito de garantir o acesso universal, justo e gratuito aos órgãos disponíveis. A criação do Sistema Nacional de Transplantes fez o Brasil despontar como um dos maiores países em número de transplantes no mundo. Em 1996 (antes da criação da SNT) foram realizados 3.979 transplantes. Em 2010, o número de transplantes já era de 21.040. Mais de 90% dos transplantes realizados no Brasil são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No ano passado, o investimento do SUS em transplantes foi de R$ 1,198 bilhão. Só para se ter uma ideia do custo de um transplante, o de coração é de R$ 50 mil.

 

02.11.2011

Assessora de Comunicação da Secretaria da Saúde do Estado

Selma Oliveira (8733.8213/ 3101.5221)
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