Ipece prevê crescimento da economia e de investimentos no Ceará em 2012

27 de dezembro de 2011

O Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, a economia cearense vai continuar apresentando resultados positivos acima do desempenho brasileiro; o comércio internacional cearense, a exemplo de 2011, manterá o crescimento; as áreas sociais e de infraestrutura vão ser alvos de investimentos maciços por parte do Governo estadual, e o superávit primário deverá aumentar R$ 250 milhões de reais. Estas são algumas das expectativas para o Ceará em 2012 esperadas pelo Instituto de Pesquisa e Estratégica Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado á Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado.

 

Uma análise completa da economia cearense e dos investimentos previstos pelo Governo do Estado para o próximo ano é feita pela edição especial do Ipece/Informe, nº 22, que tem como título “Perspectivas da Economia Cearense para 2012”. O trabalho vai ser lançado (em entrevista coletiva aos meios de comunicação) nesta quarta-feira (28), às 14h30min, no auditório do Ipece/Seplag, no Edifício Seplag, no Centro Administrativo Governador Virgílio Távora, no bairro Cambeba. Uma equipe técnica de 16 membros do Ipece é a responsável pela análise, que tem a coordenação geral do professor Flávio Ataliba, diretor Geral do Instituto.

 

O professor Flávio Ataliba explica que a análise é feita considerando o comportamento dos principais indicadores dos diversos setores da atividade econômica assim como o desempenho de alguns indicadores sociais. Para a construção desse cenário, considerou-se a magnitude das despesas de investimentos que serão realizados no Ceará, além das perspectivas dos cenários macroeconômico global e nacional com seus possíveis rebatimentos locais.

 

No atual cenário mundial – frisa – não é tarefa fácil fazer projeções acerca do desempenho das economias, devido às incertezas decorrentes da crise econômica que passam alguns países desenvolvidos (Europa, Estados Unidos e Japão). Os desdobramentos da crise internacional poderão afetar a economia brasileira, seja de forma direta, provocando mudanças na demanda internacional e nos preços dos produtos exportados pelo Brasil, seja de forma indireta, deteriorando as expectativas dos agentes econômicos e, dessa forma, adiando as decisões de investimento e consumo.

 

A economia brasileira – observa o Diretor Geral do IPECE – já vem sofrendo os efeitos negativos dessa crise, pela redução das expectativas de crescimento econômico projetadas para 2011. Entretanto, o Governo Federal vem fazendo um diagnóstico correto do panorama atual e adotando ações de política monetária e política fiscal, permitindo que o país siga em sua trajetória de crescimento sustentável. Todas essas medidas, aliadas ao momento favorável do mercado interno, vão possibilitar que o País possa enfrentar os efeitos da crise sem incorrer na mesma trajetória recessiva esperada para as economias desenvolvidas no próximo ano.

 

Portanto, segundo o professor Flávio Ataliba, são esses pressupostos que estão servindo de orientação para a construção de um cenário mais provável para economia cearense em 2012, e, com base neles é que foram elaboradas as análises das principais variáveis econômicas que vão condicionar a dinâmica econômica estadual, além é claro, das próprias ações do Estado ora em curso.

 

27.12.2011


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