Pais também participam dos cuidados com os filhos no Albert Sabin

12 de Março de 2012

Atualmente, cerca de 30 pais acompanham os filhos que estão internados no Hospital Infantil Albert Sabin (Hias). O número ainda é pequeno se comparado ao de 200 mães, mas reflete a mudança de comportamento em nossa sociedade. Com a inserção da mulher no mercado de trabalho, os homens passaram a assumir tarefas que antes eram reservadas apenas às mulheres. Trocar fraldas, dar banho, preparar mamadeiras são funções, cada vez mais, mais presentes no universo masculino. No Hias, é comum ver esses pais participativos trazendo os filhos para consultas médicas e para outros tratamentos de saúde.

 

A coordenadora do Serviço Social do Albert Sabin, Moema Guilhon, aponta o desemprego como um dos fatores que contribuem para o aumento no número de pais acompanhantes. “Se a mulher está trabalhando ou ganhando mais, ela não vai deixar o emprego. Então, o marido acaba vindo. A gente vê uma mudança do papel do homem na família. É um processo cultural, histórico e econômico. O bom é que mostra que o cuidar não tem sexo”, afirma.

 

Reginaldo dos Santos é um desses superpais. Ele está acompanhando o filho Francisco Adriano, de 12 anos, que está internado para tratar uma febre reumática. A esposa ficou no município de Aracati cuidando dos outros três filhos. Para cuidar do menino, Santos teve de abandonar temporariamente o trabalho como feirante. Enquanto a criança não recebe alta, a família vai contando com a ajuda de parentes e de programas sociais. “Eu gosto de estar perto dele. A gente é pai, tem que estar encostado. Com a gente por perto, ele fica mais corajoso, se sente mais seguro”, diz.

 

Acompanhantes

O Hospital Infantil Albert Sabin (Hias) garante a toda criança internada o direito de ser acompanhada por uma pessoa da família, com quem tenha mais laços afetivos. Os acompanhantes dão apoio emocional, 24 horas por dia, aos pacientes em recuperação. Por entender que o toque, o carinho e o aconchego materno ou paterno são fundamentais para o processo de cura, o Hias vem, desde o início da década de 1980, se preocupando em criar um ambiente confortável para a permanência digna dos familiares.

 

Assim que a criança é internada, o acompanhante recebe uma cartilha com algumas regras que deverão ser seguidas enquanto estiver no Hospital. A média de permanência é de nove dias. Durante a estada, a mãe ou pai deverão colocar todos os pertences em um guarda-volumes e vestir uma bata, que pode ser trocada de acordo com a necessidade. São servidas, diariamente, quatro refeições (café da manhã, almoço, jantar e ceia) em um salão amplo e agradável chamado “Recanto das Mães”.

 

Os acompanhantes também são assistidos, caso seja necessário, por médicos, dentistas, assistentes sociais e psicólogos do Albert Sabin. E para quem quiser descarregar as tensões, é oferecido um curso de artesanato. Além disso, aos sábados, há a celebração de uma missa. Com essas ações, o Hias cuida não só do paciente, mas também do cuidador.

 

12.03.2012

 

Assessora de Comunicação do Hias

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