Cresce número de residências com microcomputadores no Ceará

3 de Abril de 2012

Cresce número de residências como microcomputadores no Ceará

O número de domicílios particulares (permanentes) com microcomputador no Ceará cresceu 308,72 por cento na última década (2000/2010), ou seja, passou de 4,70 por cento dos domicílios em 2000 (82,5 mil) para 19,21 por cento em 2010, o que significa dizer que 454,2 mil domicílios dispunham dessa tecnologia, de um total de 2,3 milhões de domicílios existentes no final da década. Este e outros dados fazem parte do IPECE Informe nº27, que tem como título “Análise da Evolução das Características dos Domicílios Cearenses em Termos da Existência de Bens Duráveis na Década de 2000”, que acaba de ser lançado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado.

 

No mesmo período também houve crescimento de 14,72 por cento de microcomputador com acesso a internet no Ceará, próximo da realidade nordestina, de 16,75 por cento, enquanto a brasileira ficou em 30,70 por cento. O trabalho do IPECE também revela que Ceará apresentou em 2010 um percentual de domicílios com geladeira, rádio e televisão superior à média regional, no entanto, com uma proporção inferior a média do país. Em relação à existência de bens duráveis, observa-se que há nos domicílios cearenses em 2010 um maior quantitativo de aparelhos de televisão (94,4 por cento). A geladeira (87,89 por cento) foi o segundo bem durável mais encontrado nos domicílios, seguida do rádio (78,78 por cento) e da máquina de lavar roupa (17,22 por cento).

 

Ao avaliar a taxa de variação no período 2000/2010 dos bens duráveis, o estudo constata que o Ceará alcançou um maior crescimento relativo do que a média do Nordeste e a do Brasil para os bens duráveis relacionados à geladeira, máquina de lavar roupa e rádio, sendo que este último teve a menor redução relativa, evidenciando uma melhora no padrão de consumo da população cearense e consequentemente na qualidade de vida da mesma. No tocante a taxa de variação da existência de aparelhos de televisão na década 2000/2010, observa-se que o Estado (18,54 por cento) obteve um valor superior ao registrado pelo Brasil (8,95 por cento), e próximo ao da região Nordeste (20,54 por cento).

 

Veículos

 

Quanto à distribuição percentual da existência de automóveis e motocicletas nos domicílios, sendo estes os dois principais meios de locomoção individual das pessoas nas cidades, o Ceará, em 2010 e com um percentual de 24,56 por cento, possuiu uma proporção superior de residências com existência de motocicletas do que a região Nordeste (21,5 por cento) e o Brasil (19,45 por cento). Comparando o percentual de domicílios com os dois bens analisados, verificou-se que na região Nordeste e no Ceará a quantidade de residências com motocicleta foi superior, enquanto que para o país como um todo se tem uma maior proporção de automóveis para uso particular. 

 

Telefone

 

Já no que tange a proporção de domicílios particulares permanentes com existência de telefone, o Ceará, em 2010, tinha índice de 59,82 por cento de residências com telefone do tipo celular, maior do que a média brasileira (47,13 por cento) e regional (56,66 por cento). Importante citar que o celular é o tipo de telefone mais presente nos domicílios dos brasileiros, nordestinos e cearenses. Verifica-se também que 21,47 por cento das residências no Estado não tinham telefone, sendo este um valor superior ao encontrado para o país (12,09 por cento), mas inferior à região Nordeste (22,72 por cento).

 

Infraestrutura

 

O trabalho do IPECE, que teve a coordenação dos técnicos do Cleyber Nascimento e Janaína Feijó e supervisão geral do professor Flávio Ataliba, diretor Geral do Instituto, também apresenta informações concernentes à condição de infraestrutura dos domicílios cearenses, comparando com o Brasil e a região Nordeste. Em 2010, por exemplo, a maioria dos domicílios no Ceará (84,19 por cento) detinham paredes do tipo alvenaria com revestimento, com um percentual superior a média regional (81,19 por cento) e a do país (80,01 por cento). No tocante aos domicílios com revestimento tipo taipa (revestida ou não revestida), constata-se que o Ceará ainda possuía cerca de 4 por cento dos domicílios com este tipo de material, sendo de 1,6 por cento e 4,9 por cento os respectivos valores para o Brasil e a região Nordeste.

 

Quanto ao número de cômodos, observa-se que a maior parte dos domicílios no Ceará tinham 4 ou mais, atingindo o valor de 87,75 por cento em 2010, equivalente à média brasileira (87,95 por cento) e um pouco inferior à regional (89,56 por cento). Já as residências com apenas 1 cômodo tiveram a menor proporção no Estado (0,55 por cento), quando comparado com o país (0,63 por cento) e o Nordeste (0,73 por cento).

 

Em termos de crescimento relativo, constata-se que o Ceará detinha no ano 2000 1,34 por cento dos domicílios com somente 1 cômodo, diminuindo esta proporção para 0,55% em 2010, ou seja, redução relativa de 58,96 por cento, obtendo assim a maior diminuição quando comparado ao Brasil (45,69%) e ao Nordeste (46,72 por cento). Destaca-se também que o crescimento relativo do número de domicílios com 4 cômodos ou mais atingiu a marca de 6,06 por cento para o Ceará, superior a média da região e a do Brasil.

 

O novo trabalho do IPECE, realizado com base nos dados do Censo Demográfico 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pode ser acessado no www.ipece.ce.gov.br

 

03.04.2012

Assessoria de Imprensa do Ipece

Pádua Martins (padua.martins@ipece.ce.gov.br / 85 3101.3508)