HGF realiza neste sábado (02) o Dia de Mutirão da Dor de Cabeça

1 de junho de 2012

Acelerar a fila para consultas de pacientes que sofrem com dor de cabeça é o objetivo da etapa cearense do IV Mutirão Nacional de Cefaleia que o Hospital Geral de Fortaleza (HGF) realiza neste sábado (02). O mutirão vai consultar, a partir das 08 horas, 100 pacientes encaminhados por postos de saúde e hospitais públicos. Outros 100 pacientes terão consultas com neurologista agendadas para a próxima semana. Após a consulta, os pacientes serão encaminhados aos serviços especializados para a continuidade do tratamento.

 

Na Unidade Régis Jucá, inaugurada em maio de 2009, o ambulatório de dor de cabeça e o serviço de neurologia do HGF dispõem de dois aparelhos de eletroencefalograma e ainda um eletromiógrafo (aparelho que verifica os distúrbios do sistema nervoso periférico). Os três equipamentos são de última geração. Segundo o chefe do setor de Neurologia do Hospital, João José Carvalho, de cada 100 pessoas atendidas no ambulatório de dor de cabeça , 80 por cento têm o problema resolvido, 15 por cento mostram “melhoras” e 5 por cento dos casos são crônicos. João José de Carvalho informa que no HGF já foram realizados mais 20 mil atendimentos em 20 anos de funcionamento do ambulatório de dor de cabeça do hospital, o maior da rede estadual.

 

Dor de cabeça ou cefaleia afeta a vida de milhares de pessoas no mundo inteiro. Noventa por cento da população sofre pelo menos uma dor de cabeça a cada ano. As enxaquecas afetam principalmente as mulheres. A estimativa é de que entre 6 a 9 por cento dos homens sofrem com enxaquecas. Entre as mulheres o percentual é maior. De 16 a 25 por cento das mulheres com mais de 18 anos têm a vida prejudicada com as crises de enxaqueca. Cientificamente denominada cefaleia, a dor de cabeça é definida como a presença de sensação dolorosa na cabeça, no pescoço e na face. Existem mais de 150 tipos diferentes de cefaleia, que podem ser divididas entre primárias, mais comuns, e secundárias.

 

As cefaleias primárias são aquelas causadas por distúrbios bioquímicos do próprio cérebro, que prejudicam o funcionamento de neurotransmissores e/ou seus receptores, desencadeando a dor. Portanto, são, elas próprias, a doença e o sintoma. O exemplo mais conhecido é a enxaqueca, doença do cérebro transmitida e herdada geneticamente. Já as cefaleias secundárias são causadas por problemas em quaisquer regiões do corpo, como tumores cerebrais, meningites, aneurismas, problemas dos olhos, ouvidos, garganta e até um simples resfriado.

 

01.06.2011

Assessoria de Comunicação da Sesa

Selma Oliveira (selma.oliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5220 – 5221)