Hospitais e UPAs 24h aprimoram classificação de risco

25 de setembro de 2012

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) está aprimorando a uniformização do acolhimento de pacientes com classificação de risco nas emergências dos hospitais e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24 horas). Diretores dos hospitais e chefes das emergências hospitalares do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM), Hospital de Saúde Mental de Messejana (HSMM), além dos coordenadores das UPAs 24h, ficarão mais atualizados nos sobre classificação de risco na palestra “Sistema de Triagem de Manchester: um novo modelo de cuidados de saúde nas urgências e emergências”, que será ministrada pelo médico Welfane Cordeiro, presidente do Grupo Brasileiro de Classificação de Risco (GBCR), nesta quarta-feira (26), às 14 horas, no Hotel Mareiro, Avenida Beira Mar, 2380, Meireles.

 

O acolhimento com classificação de risco é feito de acordo com o grau de gravidade. Os casos mais graves, de acordo com o Protocolo de Manchester, são atendidos imediatamente. Nos casos muito urgentes, os pacientes recebem atendimento no máximo em 10 minutos. Nos casos de urgência, a assistência pode ser feita em até 60 minutos. Os casos menos graves podem aguardar atendimento ou serem encaminhados para outros serviços de saúde. Já os casos leves podem aguardar até 240 minutos ou serem encaminhados para postos de saúde. Na área da recepção, onde é feito o acolhimento dos pacientes, um painel fixado na parede informa os pacientes sobre as prioridades de atendimento segundo o grau de gravidade.

 

O Protocolo foi aplicado pela primeira vez em 1997, na cidade britânica de Manchester e, rapidamente, chegou a vários hospitais do Reino Unido. Hoje é utilizado em Portugal, Espanha, Holanda, Alemanha e Suécia. Minas Gerais foi o primeiro Estado no Brasil a utilizar o Protocolo de Manchester, em 2008, como estratégia para reduzir a superlotação nas portas dos prontos-socorros e hospitais e também para melhorar a qualidade, agilizar e priorizar atendimentos. O protocolo é um método rápido de identificação dos pacientes que recorrem ao Serviço de Urgência, permitindo atender, em primeiro lugar, aqueles com casos mais graves e, não necessariamente, os que chegam primeiro.

 

 

25.09.2012

Assessoria de Comunicação da Sesa

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