Saúde preventiva: 62% dos domicílios do Ceará têm água fluoretada

12 de novembro de 2012

Entre 2007 e 2012, o Ceará aumentou de 28 para 106 o número de municípios abastecidos com água fluoretada, segundo levantamento do Núcleo de Atenção à Saúde Bucal da Secretaria da Saúde do Estado. Atualmente, 62% dos domicílios cearenses tem água com flúor saindo na torneira, com as amostras sendo analisadas pelo Laboratório de Saúde Pública do Estado (Lacen). No cruzamento com dados do IBGE, são 1.459.083 domicílios, que representam 80% de 1.826.543 domicílios ligados às redes de abastecimento de água no Ceará. O flúor na água de consumo tem o poder de reduzir em até 60% a incidência da cárie, segundo o Ministério da Saúde.

 

Com o Programa Brasil Sorridente, o Ministério faz parcerias com as empresas de saneamento para expandir a fluoretação da água de abastecimento. No Estado, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) investe R$ 2 milhões para a fluoretação da água de abastecimento. A fluoretação das águas de abastecimento público em sistemas providos de Estações de Tratamento de Água (ETAs) é obrigatória em no país desde 1974. Coordenada pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa/Ministério da Saúde), a fluoretação é um dos subcomponentes do Programa Brasil Sorridente e tem por objetivo  contribuir para redução da prevalência da cárie dentária.

 

Para viabilizar o cumprimento da legislação, foi acordado com o Ministério da Saúde e Secretaria Estadual da Saúde um amplo programa de implantação de Unidades de Fluoretação em ETAs operadas pela Cagece, de forma a beneficiar a população abastecida por 121 sistemas selecionados. Por meio do Programa Brasil Sorridente, foram investidos em sistemas de abastecimento R$ 1.679.418,58, sendo R$ 1.261.050,70 pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e R$ 418.367,79 pela Cagece.

 

Menos cáries

 

O Brasil conseguiu diminuir o índice de cáries na população em diversas faixas etárias, principalmente entre os mais jovens. Entre as crianças com 12 anos, quando se completa a formação dentária, a proporção das que estão livres do problema passou de 31%, em 2003, para 44% em 2010. Isso significa que 1,4 milhão de crianças deixaram de ser atacadas pela cárie no período. Os números fazem parte da segunda edição da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal, realizada em 2010, e são atribuídos à expansão da fluoretação da água de consumo e o maior acesso a dentistas.

 

Com 1.498 esquipes de saúde bucal implantadas pelos municípios, o Ceará garante uma cobertura de 52,69%, que corresponde a uma população de 4.494.538 habitantes com acesso a dentistas no nível de atenção básica à saúde pelo SUS. Em julho deste ano, as equipes de saúde bucal realizaram 387.749 consultas e fizeram 25.560 encaminhamentos para a atenção especializada, de acordo com o Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB). Em todo o ano de 2011, foram 8.836.997 atendimentos básicos e 1.616.225 encaminhamentos.

 

A atenção especializada em saúde bucal é garantida pelos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs regionais). O Ceará conta, atualmente, com 86 CEOs estaduais, regionais e municipais, a segunda maior rede pública de atenção à saúde bucal do país, menor apenas que a do estado de São Paulo, segundo o Ministério da Saúde. Na rede estadual, além dos CEOs localizados em Fortaleza – CEO Centro, CEO Rodolfo Teófilo, CEO Joaquim Távora –, o Governo do Estado já entregou 13 CEOs regionais em Juazeiro do Norte, Baturité, Acaraú, Sobral, Camocim, Ubajara, Russas, Brejo Santo, Caucaia, Crato, Crateús, Itapipoca e Limoeiro do Norte, e serão inaugurados outros cinco em Cascavel, Canindé, Icó, Maracanaú e Quixeramobim.

 

12.11.2012

Assessoria de Comunicação da Sesa

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