Medalha da Abolição será entregue nesta segunda-feira (25)

22 de março de 2013

O Governo do Estado concederá no próximo dia 25 a “Medalha da Abolição” aos empresários Yolanda Vidal Queiroz e Francisco Ivens de Sá Dias Branco, à jornalista Maria Adísia Barros de Sá e ao artista Francisco Anysio de Oliveira Paulo Filho (in memoriam). A outorga da comenda, que é a maior do Estado, para os quatro cearenses será publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (15) e está conforme o decreto nº 16.477, de 06 de abril de 1984. A entrega da comenda será feita pelo governador Cid Gomes durante cerimônia no Palácio da Abolição, às 19 horas.

 

A concessão da “Medalha da Abolição” tem duas características especiais. A entrega será realizada no aniversário de 129 anos da libertação dos escravos no Ceará e acontecerá na sede do Governo do Estado que tem como homenagem a abolição da escravatura. O Ceará foi a primeira província brasileira a extinguir o sistema escravista em seu território, em 1884 – quatro anos antes da Lei Áurea de 1888 – fato que originou o título de “Terra da Luz”, dado por José do Patrocínio, um dos maiores jornalistas do abolicionismo brasileiro. Até mesmo Victor Hugo, celebrado poeta francês, enviou da França as suas saudações aos cearenses pelo pioneirismo na abolição dos escravos.

 

Sobre os homenageados:

 

Yolanda Vidal Queiroz

 

Nascida em Fortaleza, filha de Maria Pontes Vidal e Luis Vidal. Casou aos 16 anos com Edson Queiroz, de cuja união teve seis filhos: Airton, Mayra, Edson Filho, Renata, Lenise e Paula, que já lhe deram 15 netos e 21 bisnetos. Companheira 24 horas da vida e empreendimentos do marido ao longo de 37 anos, Dona Yolanda participou de todas as etapas de fundação e crescimento do Grupo Edson Queiroz. Assim preparada, depois da morte precoce do fundador em junho de 1982, ela assumiu a presidência das empresas e imprimiu nelas excepcional ritmo de consolidação e expansão, de modo a incluir o Grupo Edson Queiroz entre os 100 maiores do Brasil, com 16 empresas atuando em setores diversificados, como educação superior, distribuição de gás, água mineral, fabricação de refrigerantes e sucos, metalurgia, comunicação, agropecuária, agroindústria e imobiliária.

 

Essas empresas dão emprego direto a 16 mil pessoas, gerando benefícios sociais em vários Estados, sobretudo, no Ceará, onde tem sua sede, e movimentam cerca de R$ 350 milhões. O grupo investe R$ 25 milhões por ano em meio ambiente, assistência médica e odontológica, creche, capacitação e desenvolvimento profissional. Seus negócios geram cerca de R$ 300 milhões por ano em tributos, os quais revertem em benefícios para toda a sociedade brasileira.

 

Na área de educação superior, Dona Yolanda é vice-presidente da Fundação Edson Queiroz, entidade sem fins lucrativos, mantenedora da Universidade de Fortaleza, completando neste ano quatro décadas de funcionamento. Com amplo alcance social, desde 1982, a Escola de Aplicação Yolanda Queiroz, no campus da Universidade de Fortaleza, atende, gratuitamente, mais de 600 crianças, na faixa etária de 4 a 10 anos, moradoras da comunidade circunvizinha e filhos de funcionários, oferecendo-lhes desde a educação infantil até o 3º ano do Ensino Fundamental. Essas crianças recebem, além da educação formal, aulas de inglês, artes plásticas, informática, atividades recreativas, dança, sala de leitura, além do acesso ao Núcleo de Atenção Médica Integrada, onde dispõem de assistência integral à saúde. Ao longo de 30 anos, a Escola de Aplicação Yolanda Queiroz já alfabetizou mais de nove mil crianças.

 

No setor de Comunicações, Dona Yolanda dirige os veículos do Sistema Verdes Mares que, pela credibilidade e empatia com a opinião pública, são líderes de audiência e circulação no Ceará, além de referência de jornalismo ético e independente no Brasil. Yolanda Vidal Queiroz, por sua trajetória de intenso trabalho e dedicação aos projetos sociais, recebeu muitas condecorações e prêmios, mencionando-se entre outros: Grande-Colar do Mérito, outorgado pelo Tribunal de Contas da União, Medalha do Pacificador, do Exército Brasileiro; Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho – Grau de Comendador – do Tribunal Superior do Trabalho; Ordem do Mérito Industrial, da Confederação Nacional da Indústria; Prêmio Personalidade do Ano 2008, da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, sendo a primeira mulher no Brasil a receber essa distinção. Em mensagem pessoal, enviada por ocasião dessa solenidade em Nova York, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, expressou: “A respeitada e conceituada senhora Yolanda Queiroz é plenamente merecedora da importante honraria por sua fibra, coragem, dinamismo e pelo incansável trabalho à frente do grupo Edson Queiroz, que ajudou a formar e a desenvolver”.

 

Francisco Ivens de Sá Dias Branco

 

Nascido na cidade do Cedro, em 03 de agosto de 1934, é filho de Manuel Dias Branco e Maria Vidal de Sá Dias. É casado com Maria Cosuelo Saraiva Leão Dias Branco e tem cinco filho: Francisco Ivens de Sá Dias Branco Jr, Francisco Marcos Saraiva Leão Dias Branco, Francisco Cláudio Saraiva Leão Dias Branco, Maria regina Saraiva Leão Dias Branco e Maria das Graças Saraiva Leão Dias Branco.

 

Iniciou as suas atividades em 1953, em sociedade com o pai, Manuel Dias Branco, fundado r do Grupo. Ocupando o cargo de diretor industrial, foi responsável pelas principais inovações tecnológicas da empresa, confirmando a sua vocação para o setor. Em 1972, assumiu o cargo de presidente. Com a aquisição da Grupo Adria, em 2003, o Grupo M. Dias Branco passou a liderar o segmento de massas e biscoitos no Brasil. A compra daVitarella, em 2008, consolidou ainda mais essa liderança. Já no ano de 2011, outras duas aquisições: NPAP Alimentos LTDA – PILAR e Pelágio Participações S/A e J. Brandão Comércio e Indústria, detendtoras das marcas Estrela, Pelágio e Salsito. Em 2012, comprou o Moinho Santa Lúcia.

 

Atualmente, o Grupo é líder na fabricação de massas e biscoitos na América Latina, atuando, ainda, nos ramos de moagem de trigo (CE, RN, BA e PB), refinaria de óleos, gorduras e indústria de margarina, além do setor imobiliário e de hotelaria, tendo, também um porto privado.

 

Em sua trajetória empresarial, Ivens Dias Branco recebeu diversas premiações, destacando-se dentre elas o Troféu Sereia de Ouro; Medalha Edson Queiroz, concedida pela Assembleia Legislativa; Medalha Mérito Industrial, outorgada pela Fiec; e Títulos de Cidadão da Cidade de Salvador e do Recife.

 

Maria Adísia Barros de Sá

 

Nascida na cidade de Cariré, em 1929, é filha de José Escolástico de Sá e Hermínia (Mimosa) Barros de Sá. Professora Titular (aposentada), da Universidade Federal do Ceará (UFC), e professora aposentada da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Bacharela e Licenciada em Filosofia, pela Faculdade Católica de Filosofia do Ceará. Livre Docente, com grau de Doutor, em “Fundamentos de Filosofia e Comunicação”, pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. Lecionou nos Colégios Rui Barbosa, Santa Lúcia, Farias Brito e Justiniano de Serpa – da qual foi Diretora Geral. É do grupo fundador do Curso de Comunicação Social da UFC e do grupo fundador e primeira presidente da Associação Brasileira de Ouvidores, seção do Ceará.

 

Adísia trabalhou nos jornais Gazeta de Notícias (1955/1970), O Estado (Articulista, Diretora) ; AM O Povo CBN (Foi Diretora Executiva: atualmente é comentarista diária. Ombudsman do O Povo (1994) (1995)(1997) – foi a primeira no Ceará. Foi comentarista da TV União e da TV Jangadeiro. É sócia da Associação Cearense de Imprensa (ACI), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Ceará e integra a Comissão de Ética da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). É membro do Conselho Editorial do O Povo e comentarista diária da Rádio AM OPOVO/CBN.

 

Entre as obras publicadas estão: Metafísica, para quê?; Fenômeno Metafísico; Ensino de Filosofia no Ceará (Coordenadora e autora de capítulo); Ensino de Jornalismo no Ceará; Biografia de um Sindicato (História do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Ceará ; O jornalista brasileiro; Clube dos ingênuos; Traços de União (Biografias de Demócrito Rocha – fundador do O Povo e de membros da família que dirige a empresa desde 1928); Introdução à Filosofia; Fundamentos Científicos da Comunicação (coordenadora e autora de capítulo); Ombudsman/Ouvidores (coordenadora e coautora ); Capitu conta Capitu (romance); Três mulheres no divã de Freud (romance); Em busca de Iracema (romance). É cidadã honorária de Fortaleza; Maranguape; Mossoró (RN).

 

Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho (in memoriam)

 

Nascido em Maranguape em 12 de abril de 1931 e falecido em 23 de março de 2012, no Rio de Janeiro. Filho de Francisco Anysio de Oliveira Paula e de Haidée Viana de Oliveira Paula. Foi humorista, ator, dublador, escritor, compositor e pintor, Chico se destacou em todas as atividades que se dedicou, mas foi com o humor sofisticado e popular ao mesmo tempo que ganhou espaço no coração dos brasileiros.

 

Chico Anysio mudou-se com sua família para o Rio de Janeiro quando tinha seis anos de idade. Decidiu tentar fazer um teste para locutor de rádio quando a sua irmã também faria. Saiu-se excepcionalmente bem no teste, ficando em segundo lugar, somente atrás de outro jovem iniciante, Sílvio Santos. Na rádio na qual trabalhava, a Rádio Guanabara, exercia várias funções: radioator, comentarista de futebol, etc. Participou do programa Papel carbono de Renato Murce. Na década de 1950, trabalhou nas rádios “Mayrink Veiga”, “Clube de Pernambuco e Clube do Brasil. Nas chanchadas da década de 1950, Chico passou a escrever diálogos e, eventualmente, atuava como ator em filmes da Atlântida Cinematográfica.

 

Na TV Rio estreou em 1957 o Noite de Gala. Em 1959, estreou o programa Só Tem Tantã, lançado por Joaquim Silvério de Castro Barbosa, mais tarde chamado de Chico Total. Além de escrever e interpretar seus próprios textos no rádio, televisão e cinema, sempre com humor fino e inteligente, Chico se aventurou com relativo destaque pelo jornalismo esportivo, teatro, literatura e pintura, além de ter composto e gravado algumas canções.

 

Chico Anysio foi um dos responsáveis pela intermediação referente ao exílio de Caetano Veloso em Londres. Quando completou dois anos de exílio, Chico enviou uma carta para Veloso, para que este retornasse ao Brasil. Caetano e Gilberto Gil haviam sido presos em São Paulo, duas semanas depois da decretação do AI-5, o ato que dava poderes absolutos ao regime militar. Trazidos ao Rio de carro, os dois passaram por três quartéis, até viajarem para Salvador, onde passaram seis meses sob regime de prisão domiciliar. Em seguida, em meados de 1969, receberam autorização para sair do Brasil, com destino a Londres, onde só retornariam no início de 1972.

 

Desde 1968 estava ligado à rede Globo de Televisão. A empresária Malga di Paula foi companheira de Chico de 2001 até a morte do artista. Chico Anysio é pai de Lug de Paula, Nizo Neto, Rico Rondelli, André Lucas, Cícero Chaves, Bruno Mazzeo , Rodrigo e Vitória.

 

15.03.2013

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