Investigação do óbito infantil contribui para definição de estratégias

4 de Abril de 2013

Segundo os dados do Boletim Epidemiológico da Mortalidade Infantil, divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), o Ceará está investigando os óbitos infantis melhor que o Nordeste e o Brasil. Em 2012, o Brasil investigou 43,7% dos 29.771 óbitos notificados no País, o Nordeste 37,2% das 9.389 notificações na região e, o Ceará, investigou 60,8% de 1.260 óbitos infantis notificados no Estado. Segundo o coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, Manoel Fonsêca, “isso mostra que os comitês de mortalidade infantil dos municípios estão funcionando. Ao conhecer de que morrem nossas crianças, podemos definir melhor e em tempo hábil estratégias para evitar novos óbitos”, observa o coordenador.

 

No ano de 2012, o Ceará manteve a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) de 2011, de 12,3 óbitos por mil nascidos vivos. De 1.260 óbitos infantis registrados, 676 (53%) foram notificados em até 30 dias, conforme determinação do Ministério da Saúde. Foram investigados 766 óbitos (60,8%) e, destes, 653 (85,2%) foram investigados oportunamente, em até 120 dias, como recomenda portaria ministerial. Entre os menores de 1 ano, o Ceará reduziu a mortalidade infantil em 50,8% em dez anos, baixando a TMI de 25 por mil nascidos vivos para 12,3 em 2012.

 

Aleitamento

 

Entre os fatores que contribuem para a redução da mortalidade infantil estão o aumento da cobertura vacinal da população, o uso da terapia de reidratarão oral, o aumento da cobertura do pré-natal, a redução contínua da fecundidade, a melhoria das condições ambientais, o aumento do grau de escolaridade das mães e das taxas de aleitamento materno e a ampliação de rede de assistência. Segundo estudos do IBGE, o Ceará foi o Estado que mais diminuiu a mortalidade infantil no país. Isso com base em dados de 2010. Em segundo lugar está o Rio Grande do Norte, com a TMI de 13,4. A Paraíba vem em terceiro lugar, com a taxa de 14,5 por mil nascidos vivos.

 

Mais informações: Informe Epidemiológico Mortalidade Infantil

 

04.04.2013

Assessoria de Comunicação da Sesa

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