Atividades na Praça do Ferreira marcam Dia Mundial da Hemofilia

16 de Abril de 2013

Quarta-feira, 17 de abril, é o Dia Mundial da Hemofilia. Em Fortaleza, a equipe multidisciplinar do Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemoce), juntamente com a Associação dos Hemofílicos do Estado do Ceará (Ahece) e pacientes, estarão na Praça do Ferreira, a partir das 8 horas, prestando informações  sobre a deficiência. No Ceará há 464 pessoas com hemofilia. A equipe multidisciplinar do hemocentro garante a assistência integral a esses pacientes, investindo no cuidado e qualidade de vida. Ainda como parte da programação, o Hemoce realizará cadastro para doadores de medula óssea. Os interessados em se cadastrar devem ter entre 18 e 55 anos; não ter tido câncer; apresentar um documento de identidade e comprovante de endereço. No momento do registro, o doador precisa assinar um termo de consentimento, sendo então coletada uma amostra de 10ml de sangue.

 

A hemofilia é uma alteração genética e hereditária no sangue, caracterizada por um defeito na coagulação. A pessoa que tem hemofilia não possui um dos fatores de coagulação em quantidade ou qualidade suficiente para exercer suas funções. Por isso, o sangue da pessoa com hemofilia demora mais para formar um coágulo e, quando este se forma, não é capaz de fazer o sangue parar de escorrer pelo local da lesão. Os sintomas da hemofilia são os sangramentos, principalmente dentro das juntas e dos músculos. É importante lembrar que quando uma pessoa com hemofilia se machuca, não sangra mais rápido do que uma outra sem hemofilia, apenas fica sangrando durante um tempo maior e pode recomeçar a sangrar vários dias depois de um ferimento ou de uma cirurgia. Existem dois tipos de hemofilia. Hemofilia A, que é a mais comum e representa 80% dos casos, ocorre pela deficiência do Fator VIII (FVIII). Hemofilia B – ocorre pela deficiência do Fator IX.

 

O Ministério da Saúde aprovou em janeiro o uso do fator VIII recombinante, que estará disponível ainda este ano nos hemocentros do país, para esse tipo de tratamento. O Brasil também passa a produzir nacionalmente o medicamento, por meio de transferência de tecnologia. É o resultado da Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmada em outubro de 2012 com a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). A expectativa é de que o ministério passe a adquirir o medicamento a preço quatro vezes menor do que o valor médio atual pago para atender a demandas judiciais.

 

Com a mesma eficácia e segurança que o do fator plasmático, já ofertado no SUS, o novo medicamento tem a vantagem de não depender de doações de sangue, o que limita a produção. Estudos apontam que a taxa de sucesso no tratamento com o fator VIII recombinante é igual ou superior a 90%. Atualmente, 97% dos tratamentos para hemofilia realizados no SUS ocorrem com uso de plasma humano (plasmático). Os 3% restantes são pacientes que já recebem o tratamento com o fator VIII recombinante por meio de ações judiciais. Para cumpri-las, o ministério gastava entre US$ 1,5 a US$ 1,75 por unidade do medicamento. Com essa nova PDP, estima-se que até 2014 o uso do fator VIII recombinante deve corresponder a 20% do total de tratamentos.

 

Atualmente, 16 mil hemofílicos são assistidos pelo SUS, 10,5 mil deles com hemofilia A e B. Desse total, 3,4 mil são portadores da forma grave da doença, caracterizada por sangramentos em uma mesma articulação, que pode levar ao dano articular e em alguns casos à invalidez. Os portadores dependem de transfusões de sangue repetidas e da administração dos fatores de coagulação que eles não conseguem produzir. Nos hemofílicos do tipo A, o fator da coagulação que está faltando no corpo da pessoa é o fator VIII, e é esse que deve ser reposto.

 

Se não forem tratadas, as repetidas hemorragias nas articulações causam deformidades e perda de mobilidade. A profilaxia com fator VIII aplicado regularmente durante o período de crescimento das crianças evita sangramentos e previne deformidades.

 

16.04.2012

Assessoria de Comunicação da Sesa

Selma Oliveira / Marcus Sá (selma.oliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5220 – 3101.5221 / 8733.8213)

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