IDF do Ceará é o maior do Norte e Nordeste e supera média geral do Brasil em 2012

17 de junho de 2013

O Índice de Desenvolvimento da Família (IDF) do Ceará, em 2012, foi de 0,6173, superior à média brasileira, que ficou em 0,6126. Dentre os nove estados do Nordeste, o desempenho cearense superou todos os resultados, inclusive quando comparado com os estados da região Norte. Em relação os aspectos da vulnerabilidade das famílias pobres e extremamente pobres, que mede como a formação da família limita seu desenvolvimento, o Ceará obteve o melhor resultado dentre os demais estados brasileiros (0,7688). O estudo completo pode ser acessado no www.ipece.ce.gov.br.

 

Os dados, tendo como base os números do Ministério do Desenvolvimento Social (IDF 2012), acabam de ser divulgados pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), Órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado. O IDF é um indicador sintético criado Governo Federal, no início dos anos 2000, para medir o grau de desenvolvimento das famílias abastecidas pelo Cadastro Único. O indicador varia no intervalo de 0 a 1, dando assim nota ao acesso das famílias pobres e extremamente pobres aos direitos fundamentais, ou seja, IDF igual a 1 indica que a família teve acesso a todos os direitos fundamentais e, caso contrário, IDF igual a zero.

 

O Ceará, nos seis itens avaliados pelo IDF, apresentou desempenho superior à média brasileira (geral) em três: IDF Vulnerabilidade da família, com 0,7688, enquanto a média nacional foi de 0,7383;  Acesso ao Conhecimento, com 0,3945 (0,3765 para o Brasil), e no Desenvolvimento Infantil, quando obteve 0,8762 (0,8515 foi a média nacional). O Estado ficou ligeiramente abaixo no Acesso ao trabalho, com 0,2925 (0,2939 nacional); Disponibilidade de recursos, com 0,5995 (0,6340 do Brasil), e Condições Habitacionais, com 0,7726 (0,7817 Brasil). O Ceará, em 2012, tinha 1.715.262 famílias no Cadastro Único.

 

O resultado do IDF do Ceará em 2012, de 0,6173, além de ser superior à média nacional e estar à frente dos demais estados do Nordeste e Nordeste, é, na opinião do professor Flávio Ataliba, para o estado. Ele chama atenção, inclusive, para o fato do Ceará, dentre os 26 Estados da Federação e o Distrito Federal, ter ficado na 11º posição, atrás somente do Distrito Federal; São Paulo; Paraná; Santa Catarina: Espírito Santo; Minas Gerais; Mato Grosso do Sul; Rio Grande do Sul; Goiás e Mato Grosso.

 

Os economistas Carlos Alberto Manso e Raquel Silva Sales, que elaboraram o estudo, observam que, sobre o índice de cada unidade federativa (UF), o Ministério do Desenvolvimento Social não considera  salutar fazer comparações entre as localidades, uma vez que a base de dados utilizada se restringe exclusivamente aos cadastros do Bolsa Família e, como cada UF apresenta diferenças tanto na forma de coleta dos dados como na abrangência do cadastramento e na frequência de atualização dessas informações, a comparação poderia ocorrer de forma inadequada dado a base amostral distinta. Entretanto, eles frisam que o objetivo do estudo é ter simplesmente uma ideia da composição de cada indicador para o Ceará e “verificar nossa posição em relação aos outros Entes da federação e do País. Isso ajudaria a definir e reforçar novas medidas do Governo em direção a consolidar aquelas dimensões que estamos bem e reforçarmos outras ações onde nos encontramos mais fragilizados”.

 

ÍNDICE

 

De acordo com o professor Flávio Ataliba, diretor geral do Ipece, o IDF é plicado sobre o Cadastro Único ? base de dados federal com mais de 25 milhões de famílias de baixa renda ?, constituindo?se, por isso, em importante apoio para o monitoramento das famílias em situação de pobreza, item imprescindível para o desenho de políticas públicas voltadas para essa parcela da população. Ele frisa que o Índice aborda o acesso aos meios para que a família possa satisfazer suas necessidades e, também, observa a satisfação efetiva dessas carências. Por causa de ter o foco na família, é possível realizar, com o IDF, agregações de natureza geográfica e em termos de grupos sociais e demográficos.

 

O IDF – afirma o Diretor Geral do Ipece- foi criado para permitir o acompanhamento dos indivíduos pobres e extremamente pobres (base do Cadastro único), notadamente no que se refere à satisfação das necessidades elementares dessa parcela da população. “O indicador procura, portanto, avaliar o nível de atendimento efetivo dos direitos fundamentais das pessoas nas diversas dimensões que caracterizam a situação de pobreza, especialmente no que se refere à vulnerabilidade social, ao acesso ao conhecimento e ao trabalho, à disponibilidade de recursos financeiros, ao desenvolvimento infantil e às condições habitacionais” – ressalta, acrescentando que, por essa razão, o IDF tornou-se importante instrumento quando do desenho de ações complementares aos Programas Sociais do governo.

 

Sobre os resultados obtidos pelo Ceará em 2012, Flávio Ataliba afirma que indicam que o tipo de formação de suas famílias de baixa renda não se constitui num fator expressivo para limitar o desenvolvimento dessas unidades familiares. Da mesma forma, afirma-se, observando-se apenas as crianças pertencentes a famílias pobres no Estado, que existe relevante proteção ao trabalho precoce, além de ganhos relacionados ao acesso à escola e ao progresso escolar. Ele ressalta que é considerável parcela dos direitos das famílias de baixa renda no Ceará no que se refere à disponibilidade, à qualidade e à produtividade dos vínculos de trabalho, estão sendo assegurados.

 

17.06.2013

 

Assessoria de Comunicação do Ipece

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