Leite materno ajuda na saúde de crianças no Albert Sabin

25 de junho de 2013

Amamentar é um ato de amor e apresenta muitas vantagens para o bebê e para a mãe. Significa garantir a saúde da criança nos primeiros dias e meses de vida para que cresça bem e se torne um adulto saudável. Quando os bebês são prematuros ou estão doentes, há dificuldade de alimentá-los diretamente no peito da mãe. Francisca Diana Araújo de Sousa, que veio do município de Tamboril, está há dois meses no Hospital Infantil Albert Sabin, desde o primeiro dia de vida da filha Vitória.  Além de ter nascido prematura, Vitória de Sousa foi diagnosticada com Síndrome do Intestino Curto, uma doença de má absorção causada pela remoção cirúrgica do intestino delgado, ou raramente, devido à disfunção completa de um grande segmento do intestino. Logo no primeiro dia de vida, Vitória foi encaminhada ao Albert Sabin, hospital da Secretaria da Saúde do Estado, para realização de cirurgia. Desde então, a mãe e as equipes do hospital lutam pela sobrevivência dela. A dieta da bebê depende só do leite humano e a mãe Diana não tem produzido o suficiente. O Banco de Leite Humano do Sabin está garantindo a alimentação de Vitória e mudando o perfil de saúde dela. “Vitória nasceu com 1,900 kg e hoje pesa 2,580 kg, graças a alimentação que ela tem recebido do Banco de Leite”, fala a mãe emocionada.

 

Assim como a pequena Vitória, há 29 outras crianças que necessitam de leite humano para sobreviver. São bebês prematuros, de baixo peso, internados na UTI Neonatal. De acordo com a coordenadora do Banco de Leite do Albert Sabin, Erandy Sousa, a média de consumo é de três litros por dia. Atualmente, o Banco de Leite conta com 25 doadoras voluntárias, quando precisaria de, no mínimo, 50 doadoras para funcionar com uma margem de segurança. De acordo com o médico pediatra Fernando Benevides, coordenador do Setor de Médio Risco Neonatal do Albert Sabin, há muitas crianças em condições de risco que dependem do Banco de Leite para sobreviverem. “A maioria das mães vêm do interior e por isso sofrem com a distância de casa, da família, além do estresse do tratamento, o que provoca a falta do leite para o filho”, explica.

 

Vitória começou com 10ml de leite humano, depois passou a tomar 15ml e agora se alimenta com 35ml. Segundo o médico que a acompanha, pediatra Marcos Mello, o quadro clínico da Vitória é estável e ela tem se recuperado bem. “Ela teve resistência ao leite superficial, então se alimenta só de leite humano e, pouco a pouco, tem progredido”, afirma. Para Diana, a doação de leite é um ato muito importante. “Tinha uma mãe que produzia muito leite e eu pedia à ela para doar não só para minha filha, mas para outras crianças também”. A jovem mãe ressalta que a boa recuperação da sua filha e também a sobrevivência de outras crianças dependem da doação. “Ainda bem que existe o Banco de Leite”, declara.

 

Doe pelo 0800.280.4169

 

A maioria das mães produz leite em excesso, especialmente do terceiro ao quinto dia após o parto. Maria Ferreira Silva, 34, é de Uruburetama e há nove dias acompanha seu filho que está internado no Albert Sabin. Ela não apenas doa leite para alimentação do próprio filho como também para outros bebês. “Pra mim, o que tem de valor no ser humano é ajudar de alguma forma. Me sinto feliz, mais humana”, diz emocionada.  Há oito anos, o Banco de Leite do Hospital Infantil Albert Sabin realiza a coleta, o processamento, o fracionamento e a distribuição do leite humano doado e ainda, promove e incentiva o aleitamento materno. As mães interessadas em doar podem ligar para o telefone 0800.280.4169 e receberem orientações sobre a retirada do leite e os cuidados com o acondicionamento. Para estocar, podem ser utilizados vidros de maionese ou café solúvel esterilizados. O leite deve ser conservado no congelador por até 10 dias. A coleta do leite doado é feita gratuitamente em domicílio.

 

25.06.2013

Assessoria de Comunicação do Hias

Helga Santos (imprensa@hias.ce.gov.br / 85 3256.1574)

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