Fórum discute Rede Cegonha das regiões de Canindé e Tauá

10 de julho de 2013

Acontece nesta quinta-feira (11), a instalação do Fórum da Rede Cegonha das Regiões de Saúde de Canindé e Tauá, em reunião a ser realizada a partir das 8 horas no Convento dos Capuchinhos, em Canindé, na Praça Frei Aurélio, 914. Durante a reunião serão apresentados os integrantes do Comitê Regional de Controle da Mortalidade Materna e Infantil da 5ª e da 14ª regiões de saúde, formadas pelos municípios de Boa Viagem, Canindé, Caridade, Itatira, Madalena, Paramoti, Aiuaba, Arneiroz, Parambu e Tauá, com população de 304,7 mil habitantes.

 

De caráter permanente, o Fórum Regional da Rede Cegonha reúne gestores municipais, profissionais e técnicos da saúde, representação de mulheres e da sociedade civil organizada, com a responsabilidade da gestão das políticas de atenção à saúde da gestante e dos recém-nascidos e da criança até dois anos. A Rede Cegonha é um programa lançado pelo Ministério da Saúde que tem o objetivo de atender todas as brasileiras pelo Sistema Único de Saúde (SUS), desde a confirmação da gestação até os dois primeiros anos de vida da criança.  É uma Rede de cuidados que assegura às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo, à atenção humanizada à gravidez, parto e puerpério e, às crianças, o direito ao nascimento seguro, crescimento e desenvolvimento saudáveis.

 

O Hospital e Maternidade Regional São Francisco de Canindé está se organizando para ser referência em atendimento e acolhimento da Gestante de Alto Risco da Região de Canindé e Tauá. Para tanto, O Plano de Ação Regional prevê, para o hospital, a implantação de leitos de UTI neonatal, aquisição de equipamentos para leitos de UTI neonatal, oferta de leitos de gestante de alto risco, oferta de leitos canguru, aquisição de equipamentos e oferta de leitos de UTI adulto. A Rede regional também prevê a implantação de Casas da Gestante, Bebê e Puérpera. Para outros Hospitais da Região de Canindé estão previstas reforma e ampliação para adequação da ambiência dos serviços que realizam partos.

 

Das 114 mortes maternas registradas em 2012 no Ceará, uma ocorreu na região da Rede Cegonha de Canindé e Tauá, no município de Parambu. No ano passado, a Razão de Mortalidade Materna no Ceará ficou em 80,5 por 100 mil nascidos vivos.  Em 2011, a razão ficou em 67,8 por mil nascidos vivos, com 110 óbitos maternos, de acordo com o boletim divulgado em fevereiro pela Secretaria da Saúde do Estado. Já a Taxa de Mortalidade Infantil no Estado está abaixo da média nacional e ficou em 12,3 por mil nascidos vivos em 2011. Em 2012, de 1.260 óbitos infantis notificados no Estado, 21 aconteceram na 5ª região de saúde e 12 na 14ª região.

 

A Rede Cegonha no Ceará tem os serviços integrados em 17 Redes de 23 regiões de saúde. O Plano de Ação da Rede Cegonha para as Regiões de Saúde do Ceará, aprovado em junho de 2011 pelo Ministério da Saúde, prevê 27 Centros de Parto Normal, 22 casas da gestante, bebê e puérpera, criação de 263 leitos de gestação de alto risco, 70 leitos de UTI adulto tipo II, 176 leitos de UTI neonatal tipo II, 321 leitos de UCI neonatal e 135 leitos de UCI Canguru. Também inclui a qualificação de 203 leitos de gestação de alto risco; 96 leitos de UTI adulto tipo II; 117 leitos de UTI neonatal tipo II e 156 leitos de UCI neonatal. Os serviços deverão funcionar plenamente até o fim de 2014.

 

Já foram instalados Fóruns Regionais no Crato e em Quixadá. Já estão agendadas as instalações dos Fóruns da Rede Cegonha de Juazeiro do Norte (30/07), Icó (14/08), Iguatu (15/08), Itapipoca (07/08). Os municípios das regiões de saúde de Russas, Limoeiro-do Norte e Aracati, que pactuaram os serviços de atenção e formaram uma Rede Cegonha, estão se organizando para em breve realizarem a primeira Reunião do Fórum Regional. A Secretaria da Saúde do Estado promove a instalação dos Fóruns Regionais da Rede Cegonha com a finalidade de fortalecer a Rede perinatal e ofertar assistência humanizada e qualificada às mulheres e crianças, favorecer o acesso às informações, diretrizes e aprofundamento das práticas de atenção que defendam e protejam a vida.

 

10.07.2013

 

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