Vai à praia nas férias? Cuidado com o sol e o câncer de pele

10 de julho de 2013

Com as férias escolares e o aumento do fluxo de turistas, a praia é a opção preferencial de lazer. Quem vai se divertir à beira do mar, porém, não pode deixar de tomar cuidados com a saúde e deve se prevenir, por exemplo, contra o câncer de pele. As neoplasias cutâneas estão relacionadas a alguns fatores de risco, mas principalmente à exposição aos raios ultravioletas do sol. Por isso, é importante aplicar o filtro solar meia hora antes de sair de casa e reaplicá-lo a cada duas horas, depois do mergulho ou em caso de suor intenso. O indicado é usar protetor solar com fator de proteção 15 ou superior. Também é conveniente evitar a exposição solar das 10 horas às 16 horas e usar chapéus, guarda-sol e óculos escuros.

 

O câncer da pele é o mais frequente no Brasil, correspondendo a 25% dos tumores malignos registrados no país pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). Embora seja o tipo de câncer mais frequente, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, quando detectado precocemente o câncer de pele apresenta altos percentuais de cura. Manchas que coçam, ardem, escamam ou sangram, sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor, feridas que não cicatrizam em quatro semanas e mudança na textura da pele ou dor são características do câncer de pele que o próprio portador dos sintomas pode detectar.

 

Existem basicamente dois tipos de câncer de pele: o não-melanoma, que é o mais comum e raramente pode causar a morte do paciente, e o melanoma, que é o mais raro, mas é responsável por três em cada quatro mortes por câncer de pele. A doença é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas anteriores. Pessoas de pele clara, sensível à ação dos raios solares ou com doenças cutâneas prévias são as principais vítimas. Segundo estimativas do Inca, em 2013 o Ceará 70 casos de câncer de pele melanoma e 2.390 de não melanoma em 2013.

 

Como a pele – maior órgão do corpo humano – é heterogênea, o câncer de pele não-melanoma pode apresentar tumores de diferentes linhagens. Os mais frequentes são carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos, e o carcinoma epidermoide, representando 25% dos casos. O carcinoma basocelular, apesar de mais incidente, é também o menos agressivo. A cirurgia é o tratamento mais indicado tanto nos casos de carcinoma basocelular como de carcinoma epidermoide. Porém, o carcinoma basocelular de pequena extensão pode ser tratado com medicamento tópico (pomada) ou radioterapia. Já contra o carcinoma epidermoide, o tratamento usual combina cirurgia e radioterapia.

 

Na rede estadual de saúde, a prevenção e o tratamento de pacientes com câncer de pele é realizado no Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária Dona Libânia, exclusivamente por encaminhamento da atenção básica.  Na unidade são realizados semanalmente cerca de 100 tratamentos de lesões pré-cancerosas, 10 tratamentos clínicos e 10 tratamentos cirúrgicos. O Centro de Dermatologia Sanitária Dona Libânia funciona na Rua Pedro I, 1033, Centro.

 

10.07.2013

Assessoria de Comunicação da Sesa

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