Em 5 dias, 4 doações de órgãos são efetivadas no Ceará

26 de julho de 2013

Em cinco dias, de domingo, 21 de julho, a quinta-feira (25), quatro doadores de órgãos e tecidos efetuaram doações que poderão resultar em até 24 transplantes. A concordância das famílias foi fundamental para a efetivação das doações. Uma captação de órgãos e tecidos foi feita no Hospital Infantil Albert Sabin e três no Instituto Dr. José Frota. Na segunda-feira (22), a Secretaria da Saúde do Estado reforçou o trabalho para a consolidação do crescimento dos transplantes, ao reunir representantes das Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTTs), quando foram definidas uma série de ações para aumentar as notificações de possíveis doadores e incrementar a captação.  Nova reunião foi agendada para a quarta-feira (31), com as direções dos hospitais e unidades de saúde que realizam captação de órgãos e tecidos para discutir o aumento da notificação de potenciais doadores.

 

No Ceará, as notificações de potenciais doadores crescem ano a ano, de 237 em 2008 para 260 no ano seguintes, 325 em 2010, 373 em 2011 e 435 em 2013, ou 51,5 por milhão da população (pmp). A efetivação das doações no Estado é considerada muito boa, de 42% das notificações, a segunda maior do país. Ainda assim, a coordenadora da Central de Transplantes do Estado, Eliana Barbosa, considera que é possível identificar mais doadores e melhorar ainda mais a efetivação, com a redução das recusas familiares às doações, que no Ceará foi de 37% das entrevistas realizadas em 2012, quando o ideal seria abaixo dos 20%. No Brasil, o percentual de recusas foi de 40%. Em doações efetivas, a meta do país em 2013 é chegar aos 14,5 doadores pmp, número já superado pelo Ceará. Em 2012, o Estado fechou o ano como terceiro do Brasil em doadores efetivos, com 21,4 doadores pmp. No primeiro trimestre deste ano, a posição foi confirmada. Por milhão da população, o número de doadores efetivos foi de 28 no Distrito Federal, 21,1 em Santa Catarina e 20,4 no Ceará. Em todo o Brasil, o número foi de 12,6.

 

De doadores múltiplos órgãos podem ser captados até nove órgãos e tecidos para transplantes – dois rins, um fígado, duas córneas, um pâncreas, um coração e dois pulmões. No caso dos doadores efetivas esta semana, não foram aproveitados coração e pulmões. Até a segunda-feira, a Central de Transplantes da Secretaria da Saúde do Estado contabilizava no Ceará 592 transplantes realizados este ano. Foram 141 transplantes de rim, nove de rim/pâncreas, 12 de coração, 98 de fígado, quatro de pulmão, 26 de medula óssea, dois de pâncreas isolado, dois de pâncreas pós-rim, 290 de córnea, sete de esclera e um de osso.

 

O processo de doação começa com a identificação e manutenção dos potenciais doadores. Em seguida, os médicos comunicam à família a suspeita da morte encefálica, realizam os exames comprobatórios do diagnóstico, notificam o potencial doador à Central de Transplantes, que repassa a notificação à CIHDOTT. A notificação de morte encefálica à Central de Transplantes é compulsória. No hospital, o profissional da CIHDOTT realiza avaliação das condições clínicas do potencial doador, da viabilidade dos órgãos a serem extraídos e faz entrevista para solicitar o consentimento familiar da doação dos órgãos e tecidos.

 

Nada por escrito

 

Para ser doador não é necessário deixar nada por escrito. O fundamental é conversar com a própria família e deixar bem claro o seu desejo. Os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte. A doação de órgãos é um ato pelo qual o doador manifesta a vontade de que, a partir do momento da constatação da morte encefálica, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas para transplante, possam ajudar outras pessoas.

 

26.07.2013

 

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