Expectativa de vida no Ceará cresce 13,4 anos em 30 anos

2 de agosto de 2013

No intervalo de 30 anos, a expectativa de vida do cearense cresceu 13,4 anos. Nesse mesmo período, a taxa de mortalidade de mortalidade infantil no Ceará caiu de 111,5* para 19,7 de 1980 a 2010, o que representa um queda de 82,8% no índice de recém-nascidos nascidos vivos com até 1 ano de idade. Os dados fazem parte da pesquisa Tábuas de Mortalidade 2010 – Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação, divulgada nesta sexta-feira (02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Conforme a pesquisa, o crescimento da expectativa de vida entre as mulheres ficou com média de 14,4 anos, enquanto entre os homens a elevação atingiu 12,5 anos. Em 1980, o cearense tinha a terceira melhor taxa da região (59 anos). Em 2010, atingiu 72,4 anos, ocupando a segunda melhor taxa do Nordeste. No mesmo período, na comparação com o restante do Brasil, a Região Nordeste foi a que apresentou maior aumento na expectativa de vida.

 

Com relação à taxa de  mortalidade infantil, no Ceará caiu de 111,5 para 19,7 de 1980 a 2010, o que representa um queda de 82,8%  no índice de recém-nascidos nascidos vivos com até 1 ano de idade. Em 1980, o Ceará era o segundo estado do Nordeste com o maior índice de taxa de mortalidade (111,5), perdendo apenas para Alagoas, com 111,6. Com a redução no número, a situação se inverteu e o Ceará passou a ocupar a segunda colocação no ranking de menor taxa de mortalidade infantil do Nordeste,  atrás apenas de Pernambuco, com 18,5.

 

Na Região, o Ceará ficou à frente do Rio Grande do Norte (20,6), Sergipe (22,6), Paraíba (22,9) e Bahia (23,1). No panorama nacional, a menor taxa foi registrada em Santa Catarina (9,2), seguido de Rio Grande do Sul (9,9%) e Paraná (9,8). Ainda de acordo com a pesquisa, a redução do número na taxa nas última três décadas indica que 91,8 bebês – para cada 1000 nascidos vivos – com até um ano de idade deixaram de morrer no Ceará.

 

Segundo o gerente de Componentes de Dinâmica Demográfica do IBGE, Fernando Albuquerque, a mortalidade caiu em todos os grupos etários, mas a redução foi maior nos grupos infantil (até 4 anos) ou infanto-juvenil (de 5 a 14 anos), por causa de programas do governo federal e de organizações não governamentais (ONG) com foco na diminuição da mortalidade infantil.

 

“Aleitamento materno, melhoria nas condições de saneamento básico e higiene pública, campanhas de vacinação, maior acesso da população aos serviços de saúde, maior escolaridade da mãe e política de assistência básica às gestantes são programas que efetivamente têm forte impacto na diminuição da mortalidade infantil e infanto-juvenil”, explicou.

 

* número de mortes para cada mil nascidos vivos.

 

02.08.2013

 

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