Ceará comemora 40 anos do Programa Nacional de Imunizações

27 de setembro de 2013

O controle e a erradicação de doenças imunopreveníveis são conquistas do Programa Nacional de Imunizações (PNI) que têm reflexos nos indicadores de saúde da população nos mais diferentes Estados. Criado em 1973 com a missão de controlar doenças preveníveis por vacinas, o PNI completa 40 anos. E para integrar o Ceará às comemorações, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde do Estado, realiza solenidade nesta segunda-feira (30), das 8 horas às 13 horas, no hotel Mareiro, Avenida Beira Mar, 2380, Meireles, reunindo secretários de saúde, coordenadores de imunizações dos municípios e regiões de saúde, vacinadores e ex-coordenadores de imunizações do Estado.

 

A organização das ações da vacinação no Brasil assegura a uniformidade do calendário vacinal, a introdução de novas vacinas e adoção de estratégias inovadoras e sustentáveis nas campanhas de vacinação. Novas estratégias, como a combinação de vacinação de rotina com campanhas de vacinação tiveram papéis essenciais na erradicação da poliomielite e do sarampo, que ocorreu no período de existência do PNI. O Programa se tornou mais relevante a partir da implantação do Sistema Único de Saúde (SUS), no final dos anos 80, quando foi iniciado o trabalho de descentralização que colocou o município como o executor primário e direto das ações de saúde, entre elas as de vacinação.

 

Nos últimos anos, o PNI garantiu a oferta de vacinas eficazes e seguras para diversos grupos populacionais que são focos de ações de imunização, como recém-nascidos, crianças, população indígena, adultos e idosos. Atualmente são disponibilizados 43 produtos no PNI, que são divididos entre vacinas, soros e imunoglobulinas. Para este ano, o PNI prevê introdução de três novas vacinas: Hepatite A, Varicela e Tríplice Acelular para gestantes.

 

Eliminação do sarampo

 

O calendário vacinal infantil brasileiro é complexo e dispõe de 12 vacinas, cada uma com duas ou três doses de reforço. O Brasil é um dos países que mais consegue vacinar e já eliminou doenças graves de circulação – poliomielite, erradicada no Ceará em 1988 e, no Brasil, em 1989; sarampo, eliminado em 1999 no Ceará e com último caso autóctone no Brasil no ano 2000. Também em 2000 o Ceará registrou o último caso de difteria, assim como de Síndrome de Rubéola Congênita em 2004 e rubéola em 2008.

 

O impacto das vacinas no controle das doenças imunopreveníveis também se manifesta na redução do número de casos de meningite por Haemophilus influenzae b, redução das internações, complicações e óbitos nos grupos prioritários para a gripe (influenza A H1N1, A H3N2 e B sazonal) e do número de mortes e internações de crianças por diarreia causadas por rotavírus, redução do número de casos, internações, complicações e óbitos em menores de 5 anos de idade por pneumonias e meningites do tipo C e das formas graves de tuberculose em menores de 5 anos de idade.

 

A expansão da imunização foi fator determinante para a redução da mortalidade dos menores de cinco anos no país. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que utiliza uma metodologia de comparação internacional, a mortalidade na infância no Brasil caiu 77% entre 1990 e 2012. Segundo o estudo, em 1990, a taxa de mortalidade no Brasil era 62 para cada mil nascidos vivos. Em 2012, o número caiu para 14. O Nordeste foi a região com o maior percentual de queda: 77,5%, passando de 87,3 para 19,6 por mil nascidos vivos. Os estados que se destacam são Alagoas (-83,9%), Ceará (-82,3), Paraíba (-81), Pernambuco (-80,9) e Rio Grande do Norte (-79,3).

 

Conquistas do Programa Nacional de Imunizações

 

– Cobertura vacinal média de 95% nos últimos 10 anos.

– 12 vacinas no calendário básico infantil contra mais de 20 doenças.

– Introdução de novas vacinas em 2010 e 2011 reduziram em 40% as meningites e pneumonias em menores de 2 anos.

– Redução de 22% de mortes em crianças menores de 5 anos por diarreia com incorporação da vacina Rotavírus (2010).

– Suplementação de Vitamina A para crianças de 6 meses a menores de 5 anos a partir de 2012.

 

27.09.2013

Assessoria de Comunicação da Sesa

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