Ceará é autorizado a realizar transplante alogênico de medula

7 de outubro de 2013

O Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemoce), unidade da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), em parceria com o Hospital Universitário Wálter Cantídio, do Governo Federal, vai realizar transplantes alogênicos de medula (o paciente recebe células sadias de outra pessoa). A autorização foi anunciada por uma equipe do Ministério da Saúde, após visitar e conhecer a estrutura física e de equipamentos, e a qualificação dos profissionais. “Realizamos mais um sonho. Estamos felizes porque o Ceará assume mais um avanço na área de transplantes”, afirma o médico hematologista e coordenador do Banco de Cordão Umbilical e Placentário do Hemoce, Fernando Barroso. Ele destaca que os bons resultados dos transplantes autólogos (o paciente recebe células sadias da própria pessoa) realizados pelo Ceará a partir de 2008 também contribuíram. De lá para cá o Estado bate recordes ano a ano de transplantes autólogos. Em 2008, o primeiro ano, foram três, em 2009 aumentou para sete, em 2010 chegou a 14, em 2011 o total ficou em 14, em 2012 foram 26 e este ano, até a última quinta-feira (02), já está em 35 transplantes autólogos.

 

No Banco de Cordão Umbilical e Placentário há 140 amostras armazenadas, com a taxa de 80% disponibilizadas para transplantes. A média nacional é de 50%. Com a realização de transplante alogênico aqui mesmo no Ceará não haverá mais a necessidade de encaminhar pacientes para Atendimento Fora de Domicílio (TFD), em outros Estados, como São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Segundo Fernando Barroso, o alcance de 80% de disponibilização das amostras para transplantes alogênicos deve-se, principalmente, ao rigor na seleção das doadoras e a qualidade da coleta e processamento das células tronco. A coleta das células tronco ocorre logo após o parto quando o obstetra “corta” o cordão umbilical. A coleta do sangue presente no cordão umbilical é feita com uma agulha conectada a uma bolsa estéril. As células tronco surgem no ser humano ainda na fase embrionária, previamente ao nascimento. Após o nascimento, alguns órgãos ainda mantêm dentro de si uma pequena porção de células tronco, que são responsáveis pela renovação constante.

 

Para doar as células tronco dos cordões umbilicais dos filhos ao Banco de Cordão Umbilical e Placentário, as mães devem apresentar o registro de duas consultas pré-natais. Devem ter mais de 18 anos de idade. A gravidez não pode ser de risco, não ter doenças genéticas ou transmissíveis. As bolsas de células tronco armazenadas numa temperatura abaixo de 80 grau celsius podem salvar a vida de milhares de pacientes no Brasil e no mundo já que a rede BrasilCord, onde o Banco de Cordão Umbilical e Placentário do Hemoce está integrado, faz parte da NetCord, a rede mundial de doadores de medula óssea e de células do cordão umbilical.

 

07.10.2013

Assessoria de Comunicação da Sesa

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