Seminário debate ações contra tuberculose na população de rua

23 de outubro de 2013

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa) vai articular parcerias para o desenvolvimento de ações voltadas para o controle da tuberculose e aids na população de rua de Fortaleza. É esse o objetivo do I Seminário de Saúde, Assistência Social e Direitos Humanos da População Vivendo em Situação de Rua com Tuberculose e HIV. O evento acontece nesta quinta-feira (24) e sexta-feira (25) às 09 horas, no Hotel Mareiro (Avenida Beira Mar, 2380 – Meireles). O seminário terá 80 participantes, representando a Coordenação do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, das secretarias municipais de Saúde, Desenvolvimento Social, Trabalho e Combate à Fome e Movimento Nacional da População em Situação de Rua.

 

Pesquisas realizadas no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre apontam taxas de incidência de tuberculose de 1.576 a 2.750 casos por 100 mil habitantes entre pessoas que vivem nas ruas. Na população geral, a taxa é de 38 por 100 mil habitantes. Isso significa que a incidência de casos de tuberculose na população de rua pode ser até 70 vezes maior em relação à média nacional. Essa projeção é também adotada para Fortaleza, onde há 5 mil pessoas vivendo nas ruas, segundo estimativa do Movimento Nacional da População em Situação de Rua. O seminário promovido pela Sesa vai discutir o acesso dessa população aos serviços de saúde para detecção e tratamento da tuberculose.

 

Na população em geral, há no Ceará uma tendência de declínio nas taxas de incidência. Em 2001, a incidência ficou em 46,8 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, caindo para 38,8 em 2012, ano em que foram notificados no Estado 3.338 casos novos da doença. A taxa de mortalidade também está em queda. Enquanto em 2001 foram 3,4 óbitos para cada grupo de 100 mil habitantes, em 2011 ocorreram 2,8 óbitos por 100 habitantes, uma redução de 17,7% na taxa de mortalidade nos últimos 11 anos. Porém, há desafios no enfrentamento da doença. Entre eles, reduzir a taxa de abandono do tratamento, que está em 8,9%, acima da taxa de 5% aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

23.10.2013

Assessoria de Comunicação da Sesa

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