Cagece retira nove mil toneladas de lixo do esgoto

14 de Janeiro de 2014

As chuvas, sempre muito bem-vindas na região Nordeste, chegam trazendo prosperidade para o povo cearense. Porém, com elas, na área urbana, o uso indevido da rede de esgoto da Cagece pode ocasionar transbordamentos e obstruções.  Para se ter uma ideia, foram retiradas do sistema de esgoto de Fortaleza 7.429 toneladas e 9.669 toneladas de lixo, nos anos de 2012 e 2013, respectivamente.

 

A limpeza preventiva, feita periodicamente, é uma das ações realizadas pela Companhia nas tubulações de esgoto para evitar transtornos à população. No entanto, nesses períodos chuvosos, os moradores devem ficar atentos e ter alguns cuidados para evitarmos transbordamentos e obstruções na rede de esgoto, muitas vezes causados pelo mau uso do sistema coletor.

 

O sistema de esgoto no Brasil é definido como separador absoluto. Nesse sistema, a rede de esgoto não é dimensionada para receber água de chuva. Por isso, não saber diferenciar os dois tipos de rede prejudica o meio ambiente, além de diminuir a qualidade de vida. Outro fator que contribui para os extravasamentos de esgoto é o despejo indevido de resíduos sólidos (lixo) na tubulação de esgoto.

 

O lixo é retirado de várias formas: no momento do tratamento de esgoto, dentro da própria estação; na rotina de manutenção dos poços de visitas; e em limpezas mais profundas no interior das tubulações de esgotos.

 

Apesar da rede de coleta de esgoto ser diferente da rede de drenagem pluvial. Muitos não conseguem ainda diferenciar as duas. Enquanto a primeira, recolhe o esgoto dos imóveis, in natura, por uma rede que direciona o efluente até uma estação de tratamento; a segunda, de responsabilidade das prefeituras municipais, permite o escoamento das águas de chuva que, depois de captadas por galerias, são lançadas nos mananciais, sem a necessidade de tratamento.

 

A Companhia ressalta que algumas diferenças entre rede de drenagem e rede coletora de esgoto podem ser facilmente identificadas pela população. As bocas de lobo (como são popularmente conhecidas), por exemplo, pertencentes à rede de drenagem pluvial, têm formato retangular e situam-se sempre próximas às calçadas das vias. Os poços de visita (PVs) da rede coletora de esgoto localizam-se mais distantes das calçadas, fechados por tampas de metal e possuem a inscrição da Cagece. Outra forma de distinguir as duas redes é observar se são feitas em tubos em PVC (rede de esgoto) ou manilhas de concreto (rede de drenagem).

 

Dicas da Cagece para evitar os transtornos dos extravasamentos

 

A Companhia orienta que as águas servidas e os dejetos advindos dos banheiros devem ser despejados nas tubulações de esgoto. Já as águas das chuvas, dos quintais e das ruas têm como destino o sistema de drenagem. Essas águas deságuam nos mananciais sem precisar de tratamento.

 

Todos os resíduos sólidos jogados nas redes de esgotos acumulam-se nas tubulações, podendo causar entupimento e transbordamento do esgoto nas vias públicas. É uma prática frequente da população jogar papel, resto de comida e outros objetos, direto no vaso sanitário. É comum, também, abrirem seus ralos de quintais para despejarem detritos não desejáveis. Isso pode acarretar, além do mau cheiro, problemas de saúde pública.

 

Outro fator que a Cagece esclarece é que a retirada do tampão do esgoto para a água da chuva, que se encontra na rua, escoar, é outra ação que pode ocasionar transbordamento, pois a rede de esgoto não é dimensionada para receber água de chuva.

 

Para evitarmos tais transtornos, como o dos extravasamentos, é preciso repensarmos os nossos hábitos e comportamentos desde já. Consoante a isso, a Cagece sensibilizou (e vem sensibilizando) nos dois últimos anos, aproximadamente, 31 mil pessoas, através de palestras, visitas domiciliares e visitas de despoluição.

 

13.01.2014

Assessoria de Comunicação da Cagece

Sabrina Lemos (sabrina.lemos@cagece.br / 85 3101.1828 – 3101.1826)