Ceará poderá ter mini-fábricas de processamento e extração de proteína

7 de fevereiro de 2014

O primeiro projeto de agrobiodiversidade do Brasil, baseado em uma espécie da família de cactáceas e destinado a alimentação humana pode chegar ao Ceará. Essa semana, o presidente e o diretor de Agronegócio da Adece, Roberto Smith, e Reginaldo Lobo, respectivamente, receberam o diretor de planejamento da Proteios – Nutrição Funcional e Ecológica, Rubens Rabczuc, na sede da Agência.

 

A proposta da empresa, oriunda de Ribeirão Branco (SP), é construir mini-fábricas de processamento das folhas de uma cactácea chamada Pereskia, para extração de proteína em nível elevado. A ideia é sensibilizar os agricultores familiares cearenses para implantarem módulos rurais de no mínimo dois hectares (ha) para a geração de matéria prima, através do plantio da cactácea. Em fase avançada, espera-se chegar a um total de 22 mil ha de área plantada para abastecer as mini-fábricas e viabilizar o sucesso do negócio.

 

Além da Adece, estiveram na reunião o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), José Maria Pimenta, e uma equipe da Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Estado (SDA), dentre outros participantes. “Enquanto a Adece cuidará dos trâmites relativos à instalação e viabilidade do empreendimento, a SDA e a Ematerce deverão trabalhar junto aos agricultores, com o intuito de inseri-los nesse projeto pioneiro”, explicou Roberto Smith.

 

Para Reginal Lobo, o projeto aponta para uma dinamização da agricultura familiar, que deve minimizar desigualdades no interior cearense, porque utilizará a mão de obra abundante de cerca de 2.500 agricultores.

 

Bastante animado com a recepção que está recebendo do Governo do Estado, o diretor da Proteios falou sobre a magnitude e a importância do projeto. “Toda a produção será de base ecológica, o processamento eco-industrial dos insumos vegetais serão destinados à suplementação de receitas da indústria de alimentos, sobretudo aos que compõe dietas funcionais, mais saudáveis e não calóricas, um mercado que está em crescimento vertiginoso no Brasil”, pontuou.

 

Ao final da reunião, ficou acertado que a Proteios deverá elaborar o protocolo e intenções para a instalação no Ceará, que deverá ser encaminhando ao Governo do Estado para apreciação.

 

07.02.2014

Assessoria de Comunicação da Adece
Jully Gomes (85) 3457.3330.