Seminário estabelece protocolo de assistência ao parto

14 de Março de 2014

A Secretaria da Saúde do Estado vai reunir 150 profissionais de enfermagem, diretores e gestores dos hospitais polos e centros de parto normal de todo o Ceará para estabelecer o protocolo de assistência ao parto no âmbito da Rede Cegonha. O seminário “A Enfermagem Obstétrica e sua contribuição na assistência ao parto e nascimento: desafios da Rede Cegonha” será realizado na segunda-feira (17), das 8 horas às 17 horas, no hotel Mareiro, Avenida Beira Mar, 2380, Meireles.

 

Lançada em 2011, a Rede Cegonha é uma estratégia criada pelo Ministério da Saúde que busca reforçar a assistência humanizada às mulheres atendidas pelo SUS desde o momento de confirmação da gravidez até os dois primeiros anos de vida do bebê, através da garantia do direito ao planejamento reprodutivo seguro e ao nascimento, crescimento e desenvolvimento saudáveis para mãe e bebê. Destacam-se entre as ações tomadas, o financiamento dos exames pré-natal e o fornecimento de kits para as Unidades Básicas de Saúde e para as gestantes, além do custeio no transporte das grávidas para as consultas do pré-natal e para o momento do parto.

 

Uma das diretrizes da Rede Cegonha consiste na mudança do modelo da atenção aplicado ao parto e ao nascimento. Dentro da estratégia, estão previstos os Centros de Parto Normal, unidades que funcionam em conjunto com as maternidades para humanizar o parto e o nascimento, e a presença obrigatória dos enfermeiros obstetras no serviço. Em 2010, a Secretaria da Saúde do Estado formou 140 especialistas em Enfermagem Obstétrica e Neonatal, em curso promovido em parceria com a Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE) e apoio do Ministério da Saúde.

 

No Ceará, a Rede Cegonha tem os serviços integrados em 17 Redes de 23 regiões de saúde. O Plano de Ação da Rede Cegonha para as Regiões de Saúde do Ceará, aprovado em junho de 2011 pelo Ministério da Saúde, prevê 27 Centros de Parto Normal, 22 casas da gestante, bebê e puérpera, criação de 263 leitos de gestação de alto risco, 70 leitos de UTI adulto tipo II, 176 leitos de UTI neonatal tipo II, 321 leitos de UCI neonatal e 135 leitos de UCI Canguru. Também inclui a qualificação de 203 leitos de gestação de alto risco; 96 leitos de UTI adulto tipo II; 117 leitos de UTI neonatal tipo II e 156 leitos de UCI neonatal. Os serviços deverão funcionar plenamente até o fim de 2014.

 

14.03.2014

 

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