Dragão do Mar inicia Circuito de Artes Visuais

28 de Março de 2014

Três grandes exposições abrem neste fim de março e início de abril nos museus e Multigaleria do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Três grandes mostras que trazem, para Fortaleza, história e curiosidades do design, da fotografia e do futebol e assim compõem a diversidade do Circuito de Artes Visuais do Dragão.

 

O Circuito começa com a abertura da exposição “Coleção Itaú Cultural de Fotografia Brasileira”, no dia 25 de março. Serão 56 grandes obras do final da década de 1940 até hoje expostas no Museu da Arte Contemporânea (MAC). A exposição abre ao público a partir do dia 26. Logo depois, no dia 28 de março, filmes da vanguardista escola superior de design alemã serão exibidos na mostra “bauhaus.filme”, na Multigaleria.

 

Para completar a tríade, a partir do dia 2 de abril, centenas de peças históricas do futebol brasileiro poderão ser apreciadas pelo público, no Museu da Cultura Cearense, com a exposição itinerante “Brasil, um país, um mundo”. Todo o Circuito de Artes Visuais do Dragão tem acesso gratuito e aberto a todas as idades e dispõe ainda de receptivos especializados nos assuntos que apresentam.

 

Curador do MAC, Bitu Cassundé pontua a possibilidade que o público terá de percorrer três ricos núcleos de exposições. “O conjunto se compõe por um valioso recorte da produção contemporânea de fotografia brasileira que será apresentado no MAC. Já na Multigaleria, haverá um acervo em vídeo que contextualiza as movimentações em torno da escola Bauhaus. E, no Museu da Cultura Cearense, a paixão pelo futebol será evidenciada de forma rica por meio de instalações, objetos e vídeos”, afirma Cassundé.

 

O presidente do Instituto Dragão do Mar, Paulo Linhares, também avalia o Circuito de Artes Visuais como uma grande oportunidade aos visitantes. “Ressalto a chance de diversidade com essas três exposições. Uma trata sobre o futebol e toda sua magia; outra evidencia uma das escolas de design mais importantes que já existiu no mundo; e uma terceira expõe a fotografia contemporânea do acervo do Itaú. É mais do que três exposições. É um circuito de artes rico e instigante”, define.

 

Confira as informações sobre as exposições que compõem o Circuito de Artes Visuais do Dragão do Mar:

 

“Coleção Itaú Cultural de Fotografia Brasileira”
 

Até 11 de maio, o Museu de Arte Contemporânea do Ceará recebe a mostra Coleção Itaú Cultural de Fotografia Brasileira. Com curadoria de Eder Chiodetto e produção do Itaú Cultural, o conjunto apresenta 56 obras do final da década de 1940 até hoje, estabelecendo um espelhamento lúdico entre trabalhos modernistas e contemporâneos com foco na representação fotográfica experimental. As imagens fazem parte do acervo do Banco Itaú.

A exposição iniciou sua itinerância em 2012 por Paris e Rio de Janeiro, passando em 2013 por São Paulo, Belo Horizonte e Belém e chega ao Ceará com duas obras inéditas e de grande representação para o acervo. Uma delas é a Obra 5, de Mauro Restiffe, exibida na mesma sala que Visão Arquitetônica, do cearense Francisco Albuquerque, que fez parte do movimento fotoclubista do final da década de 30 no Brasil. Os trabalhos desses dois fotógrafos atendem à composição de obras de artistas que representam um instigante contraponto entre vanguardistas e contemporâneos. No mesmo espaço e com a mesma intenção, estão fotos de German Lorca e Paulo Pires, expostos ao lado de nomes atuais como Caio Reisewitz, Claudia Jaguaribe, Rubens Mano, Marcia Xavier e Marcos Chaves.

Outra grande novidade que chega ao MAC do Ceará, o tríptico Primários (1992), de Rosângela Rennó, foi recentemente adquirido pelo acervo do Banco Itaú e é exibido pela primeira vez ao público. “Esta obra pertence à seleção da primeira sala expositiva, cujo ponto comum entre os autores é a investigação dos limites da representação pela fotografia, resultando em imagens metalinguísticas e de grande impacto visual”, explica o curador. Neste espaço, Geraldo de Barros é o ícone fundamental e justifica toda a nova geração de artistas presentes nesta seleção: Vik Muniz, Albano Afonso, Dora Longo Bahia e a própria Rosângela Rennó.

Segundo conta Chiodetto, a exposição se estende por quatro salas expositivas nas quais a ressonância da fotografia modernista na produção contemporânea é destacada de três formas: a relação com a paisagem urbana; o universo da subjetividade; e questionamentos acerca da representação resultando em trabalhos que ampliam as estratégias formais da fotografia.

Na sala onde os meandros da subjetividade humana fazem a conexão entre as fotos, por exemplo, Matemática Áurea III, de Rafael Assef, é o destaque. “Esta obra dá a senha com a qual adentramos nos labirintos de fantasias, sonhos, desejos e temores representados por personagens performáticos inventados pela fotografia”, descreve o curador. Neste ambiente, imagens de Cris Bierrenbach, Rodrigo Braga, Lenora de Barros, Paulo Nazareth, Odires Mlászho, Marepe, entre outros, dialogam com outras dos anos 1950 e 1960 dos fotoclubistas Georges Radó e José Yalenti, deixando entrever certa rebeldia contemporânea começando a ecoar também nas produções das décadas passadas.

“A itinerância de uma mostra como esta permite reconfigurá-la a cada nova cidade e instituição. É um excelente exercício para levar a curadoria a explorar as combinações possíveis entre artistas e obras de diversas tendências e momentos”, observa Chiodetto. “Os trabalhos contidos nesta exposição ilustram a produção brasileira nos anos de 1940 a 1960 e na fotografia contemporânea, mostradas lado a lado, para instigar a leitura conceitual e estética e ilustrar como o período modernista ressoa na produção atual”, completa.

A exposição Coleção Itaú Cultural de Fotografia Brasileira não segue uma cronologia para estabelecer um espelhamento lúdico, evidenciando as relações formais e uma atitude libertária diante da representação fotográfica presentes nos dois períodos. “Optamos por uma seleção de obras distinta das outras cidades pelas quais a mostra já passou, visando a reforçar especialmente o caráter do experimentalismo”, explica o curador.

No campo experimental, Chiodetto destaca ainda uma produção singular: a do paulista Geraldo de Barros (1923-1998). As suas experiências incluem fotomontagens, colagens e intervenções no negativo cujo resultado desembocava em abstrações e formas. Na mostra, Barros está representado com Fotoforma, São Paulo (1950), Fotoforma [Estação da Luz](1950) e Abstrato [Estação da Luz, série Fotoforma] (1949) . “Ele é um grande ícone e se mantém e sempre se manterá em destaque na mostra”, diz.

Palestra discute os rumos da fotografia atual

No dia 16 de abril, às 19h, os curadores Eder Chiodetto, da Coleção Itaú Cultural de Fotografia Brasileira, e o curado do MAC, Bitú Cassundé, apresentam ao público a palestra “Caminhos e Labirintos da Fotografia Contemporânea Brasileira”. Além de traçarem uma análise sobre os núcleos da exposição, a relação moderna versus contemporânea e como as obras da coleção espelham a produção experimental brasileira serão discutidas. As inscrições podem ser feitas pelo site do Porto Iracema das Artes (www.inscricoesportoiracema.com.br).

Na Coleção Itaú Cultural

Iniciado há mais de 60 anos pelos fundadores do Banco Itaú, o acervo conta hoje com mais de 12 mil peças entre pinturas, gravuras, esculturas, fotografias, instalações e as coleções Itaú Numismática e Brasiliana Itaú. Gerenciado pelo Itaú Cultural, cobre toda a história da arte brasileira, com obras referenciais de cada movimento e estilo. “A realização de mais esta mostra faz parte do esforço permanente do Grupo Itaú para que o grande público tenha acesso aos diferentes recortes de sua coleção”, observa Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.

Este conjunto tem sido apresentado ao público por meio de exposições itinerantes no Brasil e no exterior, organizadas pelo Itaú Cultural. Entre 2010 e 2013, foram realizadas 41 mostras do gênero em 11 cidades brasileiras e outras sete em seis países, atingindo um público de mais de 1,4 milhão de pessoas.

SERVIÇO
Coleção Itaú Cultural de Fotografia Brasileira
Visitação: até 11 de maio. De terça-feira a sexta-feira, das 9h às 19h (entrada até 18h30). Sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (entrada até 20h30). Classificação indicativa: livre.
Onde: Museu de Arte Contemporânea do Ceará – Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Rua Dragão do Mar, 81 – Praia do Iracema – Fortaleza, CE
Entrada gratuita
Tel.: (85) 3488.8600 // Site: www.dragaodomar.org.br
 

Palestra “Caminhos e Labirintos da Fotografia Contemporânea Brasileira”
Com Eder Chiodetto e Bitú Cassundé
Data e horário: 16 de abril, às 19h
Duração: 1h30
Capacidade: 60 vagas
Inscrições: Porto de Iracema (www.inscricoesportoiracema.com.br)
Classificação Livre
Entrada gratuita
Local: Auditório – Porto Iracema das Artes, na Rua Dragão do Mar, 160 – Praia de Iracema
Telefone: (85) 3219.5842/3219.5865

Mostra Bauhaus.filme

Dentro do contexto do ano Alemanha+Brasil 2013-2014 – Quando ideias se encontram, o Goethe-Institut, a Casa de Cultura Alemã, o Departamento de Arquitetura e Urbanismo, o Instituto Cultura e Arte da UFC e o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura promovem, em Fortaleza, uma exposição inédita de filmes produzidos por  professores e alunos da Bauhaus, a vanguardista escola superior de design alemã fundada por Walter Gropius, em 1919, e extinta pelo governo, em 1933.

A mostra bauhaus.filme, que reúne uma dúzia de filmes do acervo da Fundação Bauhaus Dessau, ficará em cartaz na Multigaleria, de 28 de março a 20 de abril  de 2014, antes de seguir por outras cidades brasileiras. Christian Hiller, Philipp Oswalt e Thomas Tode (da Fundação Bauhaus Dessau) assinam a curadoria da exposição idealizada por Alfons Hug, diretor do Goethe-Institut – Rio de Janeiro.

Para muitas pessoas, Bauhaus é sinônimo de arquitetura e design, mas poucos sabem que o filme teve um papel não menos importante na Escola de Design e Artes alemã. Depois da Primeira Guerra Mundial, esta nova mídia refletia perfeitamente o espírito da época: a capacidade de captar em imagem a aceleração da vida sob diferentes pontos de vista aguçou a curiosidade de muitos estudantes e docentes da Bauhaus para a exploração das possibilidades do filme. O uso de câmeras fotográficas e as experimentações em audiovisual já faziam parte do cotidiano da escola antes disto.

A Fundação Bauhaus Dessau apresentará, na Multigaleria, projeções em grande formato de filmes originais raros. Os vídeos possibilitam um contato próximo e sensível com a produção histórica da Bauhaus, evidenciando práticas e conceitos que faziam parte do que Walter Gropius chamava de “ciência do olhar”. O filme, na qualidade de mídia técnica por excelência, foi um elemento fundamental desse programa.

A exposição oferece uma visão abrangente do conjunto de atividades praticadas na Bauhaus e ilustra a influência recíproca entre diversas disciplinas aplicadas na instituição e exibe, no prólogo, a mesma programação de filmes exibida por Walter Gropius na cerimônia de inauguração do novo prédio da Bauhaus, em Dessau, em 4 de dezembro de 1926. Filmes produzidos por  “bauhausianos” e outros contemporâneos compartilham o espaço com entrevistas e adaptações posteriores, em filme de projetos mais antigos de Werner Graeff, Kurt Schwerdtfeger e Kurt Kranz, apresentando um panorama geral do repertório cinematográfico da escola alemã.

A Fundação Bauhaus Dessau

A Fundação Bauhaus Dessau, instalada em 1994 pelos governos federal, estadual e municipal dentro do prédio da Bauhaus situado em Dessau-Rosslau, dedica-se à preservação deste rico legado, além de contribuir para compor o atual universo de museus. Com 26 mil objetos, é a segunda maior coleção da Bauhaus em todo o mundo. Com as casas dos mestres e o gabinete de trabalho de Walter Gropius, o celeiro de Carl Fieger, as casas com arcadas de Hannes Meyer ou a casa de aço de Georg Muche e Richard Paulick, em Dessau-Rosslau podem ser apreciadas obras marcantes da arquitetura internacional da modernidade (www.bauhaus-dessau.de).

Sob o mote “Quando ideias se encontram”, a temporada da Alemanha no Brasil 2013-2014 trouxe e trará uma grande quantidade de eventos nas áreas de cultura, sustentabilidade, economia, tecnologia, ciências, educação e esporte em todo o Brasil até maio de 2014, com o objetivo de fortalecer os laços entre os dois países (www.alemanha-e-brasil.org/de).

SERVIÇO

Bauhaus. filme

Visitação: de 28 de março a 20 de abril de 2014. De terça a sexta, das 9h às 19h com acesso até as 18h30. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h com acesso até as 20h30.

Local: Multigaleria. Livre para todas as idades.

Gratuito.

Informações: 3488.8600

 Brasil, um país, um mundo

O futebol e a paixão do torcedor brasileiro como fenômenos multifacetados, que incidem diretamente na formação da brasilidade. Esta é a premissa da exposição BRASIL um país um mundo, que abre para o público dia 2 de abril no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, às 9h. A exposição traz um grandioso e exclusivo acervo de peças históricas do nosso futebol, entre objetos, fotos, vídeos, instalações interativas que também mostram como o futebol permeia as mais diversas áreas de conhecimento.

Desde sua estreia em Brasília em dezembro passado, BRASIL um país um mundo já passou por Curitiba, Salvador, Recife, Porto Alegre e Natal e rodará até julho pelas demais cidades-sede da Copa. Integrante da Programação Oficial do Governo Federal da Copa do Mundo FIFA 2014, a exposição traz um acervo composto de relíquias que levam o visitante numa viagem pelo tempo até os anos 30, reunindo camisas usadas em jogos de Copas, campeonatos oficiais e jogos amistosos, troféus, medalhas, bolas e chuteiras.

O futebol e a identidade brasileira

“Peças raras e exclusivas vão ilustrar não só a evolução do futebol em termos de moda e equipamentos, mas também o desenvolvimento do esporte do ponto de vista antropológico, social, na publicidade e entretenimento,” diz o jornalista Ricardo Corrêa, curador da exposição.

Ana Gonçalves, diretora da Footwise, idealizadora do Brasil um país um mundo, diz que a exposição foi pensada de maneira a forma de contar a história do Brasil por meio do futebol. “O projeto contempla o universo do futebol da maneira mais ampla possível, delineando a verdadeira dimensão que o esporte tem para o país”, diz Ana.

Patrocinada pela CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, Banco do Brasil e Petrobras, co-patrocinada pelos Correios, BNDES e Banco do Nordeste e apoiada por Rede Anhanguera, Revista Placar, Getty Images, Instituto Dragão do Mar e pelas secretarias especial da Copa e de cultura do Governo do Estado de Ceará, BRASIL um país um mundo será dividida em eixos temáticos. No segmento Paixão, Diversidade & Sagrado, vídeos, objetos e fotos mostram as mandingas, as promessas e outras práticas do sincretismo religioso brasileiro são invocados pelo torcedor — o visitante poderá gravar um depoimento de 30 segundos sobre seu amor pelo futebol, que será publicado no site do projeto.

Na seção Tecnologia, fotos e painéis multimídia com infográficos ilustram a evolução do futebol em termos de estrutura (estádios, os placares), aparelhagem (os materiais e a expertise empregada nas chuteiras e bolas) e de cobertura midiática.

O papel reconciliador desempenhado pelo futebol em diversos episódios da história é tema do segmento História, que documenta as emocionantes excursões do Santos de Pelé e da Canarinho durante a Guerra de Biafra, na Nigéria, e a Guerra do Haiti. Em Moda, o recorte e o estilo dos uniformes de futebol nas várias décadas desde o século XIX são analisados.

Cor local

A arte, a cultura e as belezas turísticas das 12 cidades-sede terão um espaço exclusivo em cada cidade que receberá a exposição, que também terá uma loja de artesanato com produtos e objetos de artistas locais. A renda gerada será revertida para a Associação dos Campeões Mundiais e Fundação Cafu.

Valorização do futebol brasileiro

O conteúdo das exposições alimentará o canal educativo do site www.brasilumpaisummundo.com.br, que disponibilizará material para professores de instituições públicas, com intuito de orientá-los como agentes multiplicadores, replicando um legado de conhecimento – e reconhecimento – da cultura do futebol aos jovens estudantes brasileiros.

Outro objetivo do projeto, que tem parceria com entidades como a Associação dos Campeões Mundiais do Brasil — ACMB e a Fundação Cafu, é valorizar a memória dos campeões mundiais do país. Por isso, semanalmente em cada exposição, um campeão mundial estará no local e lembrará junto com o público das glórias da seleção.

Confira abaixo as próximas temporadas da exposição:

Fortaleza: 02/04 a 29/04

Belo Horizonte: 15/04 a 11/05

Cuiabá: 27/04 a 19/05

Manaus: 01/06 a 25/06

São Paulo: 10/06 a 15/07

Rio de Janeiro: 12/06 a 14/07

Jornalistas devem confirmar presença com:

Caio Martins (caio@rlcpress.com.br) — 11 9-8843-1397

Leila Reis (leila@rlcpress.com.br) — 11 9-9170-4876

Mais informações: http://brasilumpaisummundo.com.br/

 

SERVIÇO

Abertura: dia 1º de abril, às 19h, com coquetel para convidados

Visitação do público: de 2 a 29 de abril. De terça a sexta, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30). Sábado, domingo e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30).

Gratuito. Acesso livre.

Onde: Museu da Cultura Cearense, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Informações ao público: (85) 4042.2099

Site: brasilumpaisummundo.com.br

 

28.03.2014

 

Assessoria de Comunicação do Dragão do Mar
Telefones: 85 3488.8617/ 8733.8829