Cuidados com a gripe devem ser mantidos durante período de chuva

29 de Abril de 2014

Quanto mais cedo receberem a vacina maiores são as chances de proteção contra a influenza no período das chuvas daquelas pessoas integrantes dos grupos populacionais prioritários da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, iniciada no dia 22 de abril. Isso porque, em adultos saudáveis, a detecção de anticorpos protetores se dá entre 2 a 3 semanas, após a vacinação e apresenta, geralmente, duração de 6 a 12 meses. O pico máximo de anticorpos ocorre após 4 a 6 semanas, embora em idosos os níveis de anticorpos possam ser menores. Os níveis declinam com o tempo e se apresentam aproximadamente duas vezes menores após seis meses da vacinação. No Ceará, a meta é vacinar 80% do público-alvo de 1.995.760 pessoas.

 

A maior incidência de infecções respiratórias nos períodos chuvosos é causada pela tendência à aglomeração das pessoas em lugares com janelas e portas fechadas para se proteger. Nesses ambientes mal ventilados, a proximidade das pessoas facilita a transmissão de vírus e bactérias. A transmissão dos vírus influenza ocorre por meio do contato com secreções das vias respiratórias eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar, ou através das mãos ou objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). Os vírus influenza estão presentes nas secreções respiratórias eliminadas por pessoas infectadas. A transmissão é muito elevada em ambiente domiciliar, creches, escolas e em ambientes fechados. De acordo com o Ministério da Saúde, estudo recente evidenciou que os vírus podem sobreviver por meses em superfícies lisas não porosas. A sobrevida é maior em baixas temperaturas e condições de alta umidade.

 

A influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral que pode levar a complicações graves e ao óbito, especialmente nos grupos de alto risco para as complicações da infecção viral –  crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais. A cada ano esta gripe pode se apresentar de forma diferente, assim como a infecção pode afetar diferentemente as pessoas. A vacinação contra o vírus influenza em gestantes é uma estratégia eficaz de proteção para a mãe e para o lactente. Estudo realizado demonstrou que os lactentes de mães vacinadas contra a influenza, apresentaram menos casos da doença.

 

A síndrome gripal, que se caracteriza pelo aparecimento súbito de febre, cefaleia, dores musculares (mialgia), tosse, dor de garganta e fadiga é a manifestação mais comum. Nos casos mais graves existe dificuldade respiratória associada, que geralmente requer hospitalização; nesta situação, denominada síndrome respiratória aguda grave (SRAG), é obrigatória a notificação às autoridades de saúde. A febre, em geral, dura 3 a 5 dias, mas a tosse e a fadiga podem se prolongar por duas semanas ou mais. A maioria das pessoas infectadas se recupera dentro de uma a duas semanas sem a necessidade de tratamento médico. No entanto, nas crianças muito pequenas, idosos, gestantes, pessoas que apresentam doenças de base ou pertencem a grupos mais sujeitos à infecção (pessoas providas de liberdade, indígenas, pessoas que vivem em ambientes aglomerados) a infecção pode levar a formas clinicamente graves, pneumonia e morte.

 

A vacinação anual é recomendada para proteção contra a influenza, sendo recomendada para os grupos alvos definidos pelo Ministério da Saúde, mesmo que já tenham recebido a vacina na temporada anterior, pois se observa queda progressiva na quantidade de anticorpos protetores. Alguns estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, e de 39% a 75% a mortalidade global. Para o ano de 2014, a meta é vacinar 80% da população das crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), das gestantes, das puérperas, dos povos indígenas, das pessoas com 60 anos idade e mais, dos trabalhadores de saúde, da população privada de liberdade e funcionários penitenciários. Caso a pessoa a ser vacinada apresente doença aguda febril moderada ou grave, recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença.

 

29.04.2014

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