Dilma Rousseff e Cid Gomes visitam obras de Transposição do São Francisco

13 de maio de 2014

A presidenta Dilma Rousseff e o governador Cid Gomes visitaram nesta terça-feira (13) visita, as obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco na Região do Cariri. Atualmente, as obras físicas do Projeto São Francisco apresentam cerca de 60% de execução. Todas as etapas estão 100% contratadas, com previsão de entrega em 2015. Todas as Metas de Execução (Metas 1N, 2N, 3N, 1L, 2L e 3L) estão em atividades. As Metas de Execução são compostas pelos antigos 16 lotes de obras. Os dois Canais de Aproximação do Eixo Norte e Leste já estão concluídos.

Após visitar o Túnel Cuncas II, em São José de Piranhas (PB), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que as obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco são cruciais para garantir o melhor convívio com a seca recorrente na região. Ela ressaltou que a interligação tem envergadura especial para beneficiar 12 milhões de pessoas em estados do Nordeste, e que junto com outros projetos serão marcas indeléveis na questão da segurança hídrica.

“As autoridades aqui têm muita consciência sobre a questão da água, por isso que o Brasil aqui está avançando. Fizemos cisternas, usamos os carros-pipa do Exército, mas a que vai ficar e vai garantir que o Nordeste tenha segurança hídrica de fato é essa aqui [Integração do São Francisco]. No Ceará tem o Eixão das Águas. Na Paraíba, o Canal das Vertentes Litorâneas, e aqui esses dois túneis serão marcas indeléveis nessa questão. Estamos investindo para garantir que não seja surpresa para nós a falta de água”, analisou a presidenta.

dentro 1Aos trabalhadores do Projeto de Integração do Rio São Francisco, no Ceará, a presidenta Dilma Rousseff disse que eles podem ter orgulho de uma obra que demonstra planejamento no convívio com a seca. Na Barragem de Jati (CE), Dilma ainda afirmou que houve um esforço da sociedade, consciente de que a água é fundamental para uma região em que se sabe que a seca ocorre.

“Vejam que o Brasil está passando por um período de estiagem e, hoje, no Sudeste, nos estados mais ricos, especialmente em São Paulo, estamos enfrentando uma seca de todas as proporções. Mas lá não tem obra dessa proporção para garantir segurança hídrica. Por isso, fiquem de queixo erguido, tenham orgulho, porque estão participando de um projeto revolucionário, inovador, que vai mudar algo fundamental no Nordeste: as condições para cada vez mais ele se desenvolver”, analisou.
Dilma destacou também que esta obra da Integração, que vai beneficiar 12 milhões de pessoas em estados do Nordeste, permitirá que a região tenha um local em que a água não faltará até 2046, o que significa que os retirantes que fugiram da seca podem voltar para as suas terras.

“Temos de criar as condições para que quando a seca chegar, estejamos mais fortes e possamos perfeitamente conviver com ela. Isso significa água permanentemente. Significa que os rios aqui da região vão ser perenizados. Significa que as pessoas que não têm onde buscar água para beber, vão ter isso sistematicamente. Significa que vamos garantir que a criação, o gado, os bodes, enfim, todos os animais sobrevivam, mesmo em período de seca de forma sistemática. Vejam o que é uma obra que vai garantir que o Nordeste tenha água até 2046”, afirmou a presidenta.

Sobre a Transposição

dentro2O Projeto estabelece a interligação da bacia hidrográfica do Rio São Francisco – que apresenta relativa abundância de água (1.850 m³/segundo de vazão garantida pelo reservatório de Sobradinho) – com bacias inseridas no Nordeste Setentrional.

A interligação vai levar água para consumo humano, animal e para ações que vão alavancar o desenvolvimento socioeconômico da região. A obra beneficiará uma população estimada de 12 milhões de habitantes, em 390 municípios nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, além de gerar emprego e promover a inclusão social.

O empreendimento garantirá o abastecimento de água desde grandes centros urbanos da (Fortaleza, Juazeiro do Norte, Crato, Mossoró, Campina Grande, Caruaru) até centenas de pequenas e médias cidades do Semiárido e de áreas do interior do Nordeste, priorizando a política de desenvolvimento regional sustentável.

 

13.05.2014

 

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