Policlínicas apresentadas como modelo para atenção especializada

30 de maio de 2014

A experiência dos consórcios públicos de saúde do Ceará, que têm a gestão dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) e policlínicas regionais, será apresentada como modelo para a organização da atenção especializada ambulatorial durante o XXX Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, que se realiza de 1º a 4 de junho, na cidade de Serra (ES). A Secretaria da Saúde do Estado será representada na oficina Organização da Atenção Especializada e Regulação, que acontece no domingo, dia 1º, das 15 às 17 horas, pela assessora técnica da Superintendência da Rede de Unidades (SRU) Adélia Bandeira, que apresentará as conclusões e proposições da oficina regional do Norte e Nordeste, realizada no mês de abril, em Manaus (AM). As policlínicas regionais do Ceará já subsidiam o modelo em implantação em Pernambuco e Alagoas

 

As policlínicas regionais estão sendo implantadas pelo governo do Estado com infraestrutura adequada para atender as principais especialidades médicas de interesse epidemiológico no Ceará e com serviços de suporte ao diagnóstico e reabilitação dos pacientes atendidos. Já são 19 policlínicas inauguradas em Baturité, Tauá, Camocim, Acaraú, Brejo Santo, Aracati, Itapipoca, Russas, Crateús, Quixadá, Caucaia, Sobral, Campos Sales, Pacajus, Barbalha, Tianguá, Icó, Iguatu e Limoeiro do Norte. Outras três estão em construção em Canindé, Maracanaú e Crato. A gestão das policlínicas é dos consórcios regionais de saúde, modelo adotado pelo governo do Estado que envolve os municípios localizados numa mesma região de saúde para garantir a estruturação de redes de assistência e ampliar e facilitar o acesso da população aos serviços de saúde na própria região.

 

As policlínicas do tipo I oferecem consultas especializadas em oftalmologia, otorrinolaringologia, clínica geral, cardiologia, ginecologia, mastologia, cirurgia geral, gastroenterologia, urologia, traumato-ortopedia, com apoio técnico de enfermagem, farmácia clínica, terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição e psicologia. Os serviços de apoio diagnóstico e terapêutico são radiologia convencional, mamografia, ultrassonografia, endoscopia digestiva, ecocardiografia, ergometria, eletrocardiograma, audiometria e coleta de patologia clínica. As policlínicas do tipo II, instaladas nas regiões de saúde de maior densidade populacional, oferecem, ainda, consultas especializadas em endocrinologia, angiologia e neurologia, bem como os serviços de tomografia computadorizada, eletroencefalograma e endoscopia respiratória.

 

O consórcio regional de saúde é o modelo de gestão adotado pelo Governo do Estado para os novos CEOs regionais e policlínicas, tomando por base os municípios localizados numa mesma microrregião de saúde para garantir a estruturação de redes de assistência e ampliar e facilitar o acesso da população aos serviços de saúde na própria região. Os consórcios são constituídos sob a forma de associação pública, entidade autárquica e interfederativa, para a promoção de ações de saúde pública assistenciais e prestação de serviços especializados de média e alta complexidade. O Governo do Estado participa dos consórcios em todas as 21 regiões de saúde e participa com, no mínimo, 40% do custeio de cada policlínica e cada CEO. Os 60% restantes são rateados entre os municípios, com a participação da União, no caso dos CEOs.

 

30.05.2014

 

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