Aumenta motivação para doação de órgãos para transplante

2 de julho de 2014

O primeiro semestre de 2014 registrou no Ceará aumento de 28,4% das notificações de potenciais doadores de órgãos e tecidos para transplantes, de 24,7% das doações efetivas e de 15,9% dos transplantes realizados, em relação ao primeiro semestre do ano anterior, conforme levantamento da Central de Transplantes da Secretaria da Saúde do Estado. A redução proporcional das recusas familiares à doação de órgãos é o indicador com maior variação no semestre, sinalizando maior aceitação às doações. Nos primeiros cinco meses do ano, a negativa familiar às doações nas entrevistas realizadas teve média de 47,7%, taxa reduzida em junho a 28,9%.

 

De janeiro a junho deste ano foram realizadas 205 entrevistas familiares pelas Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTTs). O total de recusas familiares às doações foi de 89, representando 43,4% das entrevistas. Em números absolutos, houve 298 notificações de potenciais doadores em 2014, número maior que as 232 notificações do primeiro semestre de 2013. As doações efetivas aumentaram de 89 para 111 e os transplantes realizados de 577 para 669. Foram realizados no primeiro semestre deste ano 146 transplantes de rim, dois de rim/pâncreas, 11 de coração, 100 de fígado, cinco de pulmão, 26 de medula óssea autólogo e um alogênico, quatro de valva cardíaca, 370 de córnea e quatro de esclera.

 

O Ceará foi o Estado com maior número relativo de doadores efetivos de órgãos e tecidos para transplantes no primeiro trimestre do ano. Com 29,3 doadores efetivos por milhão da população (pmp) nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2014, o Ceará superou Santa Catarina e o Distrito Federal, que terminaram os últimos dois anos à frente, e ganhou destaque no Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), publicação da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos e Tecidos (ABTO). “O dado digno de nota é o resultado obtido pelo Ceará (29,3 doadores pmp) obtendo a melhor taxa do país, que era de Santa Catarina nos últimos anos”, destacou a primeira edição do RBT em 2014.

 

Os passos da doação

 

O processo de doação começa com a identificação e manutenção dos potenciais doadores. Em seguida, os médicos comunicam à família a suspeita da morte encefálica, realizam os exames comprobatórios do diagnóstico, notificam o potencial doador à Central de Transplantes, que repassa a notificação à CIHDOTT. A notificação de morte encefálica à Central de Transplantes é compulsória. No hospital, o profissional da CIHDOTT realiza avaliação das condições clínicas do potencial doador, da viabilidade dos órgãos a serem captados e faz entrevista para solicitar o consentimento familiar da doação dos órgãos e tecidos. Nos casos de recusa, o processo é encerrado.

 

Nada por escrito

 

Para ser doador não é necessário deixar nada por escrito. O fundamental é conversar com a própria família e deixar bem claro o seu desejo. Os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte. A doação de órgãos é um ato pelo qual o doador manifesta a vontade de que, a partir do momento da constatação da morte encefálica, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas para transplante, possam ajudar outras pessoas.

 

Evolução das recusas familiares às doações de órgãos e tecidos para transplantes

2014

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Total

Entrevista
Familiar

50

37

29

24

27

38

205

Recusas
Familiar:

21

17

12

13

15

11

89

Variação
Percentual

42%

45.9%

41.3%

54.1%

55.5%

28.9%

43.4%

Notificações, doações efetivas e transplantes realizados

 

2013 JanaJun

2014 JanaJun

%

Notificações:

232

298

28.4

Doações Efetivas:

89

111

24.7

Transplantes Realizados

577

669

15.9

 

02.07.2014

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