Oficina elabora proposta para vigilância da saúde dos motoristas

10 de novembro de 2014

As coordenações estaduais de saúde do trabalhador e os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerests) dos estados do Ceará, Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte reunirão em Fortaleza representantes das Polícias Rodoviárias Estadual (PRE) e Federal (PRF), Corpo de Bombeiros, Defesa Civil do Estado, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e Procuradoria Regional do Trabalho da 7ª Região para a elaboração da proposta do plano de ação para a vigilância da saúde dos trabalhadores motoristas que será consolidada em um plano nacional pelo Ministério da Saúde, a partir da contribuição de todas as regiões do país. A proposta será formulada durante a Oficina sobre Saúde dos Motoristas de Cargas e de Passageiros, dias 11 e 12 de novembro, terça e quarta-feira, no Auditório Waldir Arcoverde, da Secretaria da Saúde do Estado, Avenida Almirante Barroso, 600, Praia de Iracema.

 

O plano de ação para a vigilância da saúde dos trabalhadores motoristas é uma exigência da Lei nº 12.619, de 30 de abril de 2012, que regulamenta a profissão no Brasil e estabelece como direito do motorista “contar, por intermédio do Sistema Único de Saúde – SUS, com atendimento profilático, terapêutico e reabilitador, especialmente em relação às enfermidades que mais os acometam”. A oficina contará com a participação da técnica do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (DSAST/MS) Heloiza Helena Casagrande Bastos, que apresentará dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) sobre acidentes com motoristas rodoviários entre 2009 e 2013.

 

Os Comandos de Saúde nas Rodovias, projeto realizado anualmente pelo Departamento de Polícia Rodoviária Federal e o sistema Sest-Senat, constataram em 2013, quando 12.234 profissionais foram atendidos nas quatro edições do evento, que 40,49% dos motoristas avaliados estavam acima do peso e 32,53% apresentaram características de obesidade, com circunferência abdominal elevada. Além disso, 28,09% apresentaram alto nível de triglicerídeos e 31,85% foram identificados com pressão alta.

 

Estudo da seguradora SulAmérica aponta que o segmento de transporte é o que oferece as piores condições de saúde para os trabalhadores. A pesquisa compreendeu 10 ramos de atividade econômica, e contou com a entrevista de mais de 40 mil segurados de 240 empresas, em dez capitais brasileiras. Para o ramo de transportes foram entrevistadas 2.735 pessoas de 30 a 39 anos, de 14 empresas diferentes.

 

O setor de transportes concentrou o maior número de índices críticos, somando posições negativas em sete indicadores (IMC – Índice de Massa Corporal, que avalia excesso de peso; Glicemia; Colesterol Total; Tabagismo; Consumo de Álcool; Infarto/AVC). Dos pontos negativos, o destaque ficou para o Colesterol Alto, verificado em 15% dos perfis analisados.

 

10.11.2014

 

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