Cariri discute em seminário situação da leishmaniose

26 de novembro de 2014

A Secretaria da Saúde do Estado reunirá técnicos da vigilância e controle de reservatórios e vetores das Coordenadorias Regionais de Saúde, dos centros de controle de zoonoses e gestores municipais da saúde dos municípios da macrorregião do Cariri para discutir a gestão das atividades de rotina dos serviços de vigilância e controle da doença e assim reforçar o enfrentamento da situação endêmica da leishmaniose visceral. O Seminário de Gestão da Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral no Cariri será realizado nesta quinta-feira, 27 de novembro, das 8 às 17 horas, no Hospital São Vicente, Avenida Coronel João Coelho, 299, Centro, em Barbalha. Além da apresentação do quadro epidemiológico da doença, será demonstrada a operacionalização dos centros de controle de zoonoses e discutidos aspectos legais e éticos do controle das leishmanioses.

As leishmanioses são um conjunto de doenças causadas por protozoários transmitidas ao homem (e também a outras espécies de mamíferos) por insetos vetores ou transmissores. De modo geral, essas enfermidades se dividem em leishmanioses tegumentares, que atacam a pele e as mucosas, e viscerais (ou calazar), que atacam os órgãos internos. A leshmaniose visceral é transmitida pela picada do inseto comumente conhecido como mosquito palha. Se picar um cachorro contaminado e depois uma pessoa, essa pessoa pode ficar doente. A leishmaniose visceral humana é uma doença infecciosa, mas não contagiosa. Segundo o Ministério da Saúde, crianças e idosos são mais suscetíveis à enfermidade, que pode levar a óbito até 90% dos casos não tratados. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que indica repouso, boa alimentação e o uso de medicamento por um período de 15 a 30 dias, dependendo da gravidade.

A expansão de áreas endêmicas da leishamaniose se deve às transformações no ambiente, provocadas pelo intenso processo migratório, por agressões ambientais, por pressões econômicas ou sociais, processo de urbanização crescente, o esvaziamento rural e as secas periódicas, que acarretam o aparecimento de novos focos. Estudos demonstraram forte evidência da relação entre o fenômeno El Niño e o risco de epidemia de doenças transmitidas por vetores em várias regiões do mundo, incluindo o calazar no Nordeste brasileiro. De 2010 a 2012, o Ceará foi responsável por 15% do total de casos e de óbitos por leishmaniose visceral do País. Nos últimos quatro anos foram registrados no Estado 1.341 casos humanos da doença, com 163 óbitos. Neste ano, até o mês de outubro, foram confirmados 361 casos e 23 óbitos, com uma taxa de letalidade de 6,37%.

 

 

26.11.2014

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