Desemprego recua na RMF pelo 3º mês consecutivo

26 de novembro de 2014

A taxa de desemprego total voltou a cair na Capital e Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), pelo terceiro mês consecutivo. Em outubro último, recuou para 7,8%, após apontar 8,1%, em setembro. A taxa de desemprego aberto também decresceu, passando de 6,2%, para 5,8%, no mesmo período. O mês passado registrou a ocupação de 1,755 milhão de pessoas no mercado de trabalho, representando o maior estoque de empregos na RMF, desde janeiro deste ano, com alta de 4,5%, em 12 meses.

 

Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do mês de outubro, divulgados na manhã desta quarta-feira, 26, pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS). O levantamento mostra a criação de 27 mil novos postos de trabalho, sendo 23 mil, o equivalente a 85,18%, com carteira assinada, dos quais 22 mil foram ofertados pelo setor privado, o que revela a retomada do crescimento econômico nos últimos meses.

 

Carros chefes

 

Do total de empregos gerados em outubro, 9 mil foram pela indústria de transformação, setor que esteve em baixa no primeiro semestre deste ano, mas que já mostra sinais de recuperação, com as proximidades das festas de fim de ano. A construção civil também contratou mais 9 mil trabalhadores, anotando crescimento de 6,2%, sobre setembro, e 13,2%, sobre outubro de 2013, o que confirma a retomada de avanços do setor, a partir de julho último. Os setores do comércio e reparação de veículos e o de serviços contrataram 4 mil e 3 mil trabalhadores, respectivamente, em outubro.

 

“Quem puxou o nível ocupacional foi o setor privado, sobretudo a construção civil e a indústria de transformação”, ressaltou o coordenador de Estudos e Análises de Mercado do IDT, Mardônio de Oliveira Costa, ao informar que no mês passado, o contingente de desempregados somava 149 mil pessoas, 3 mil a menos que no mês anterior. Conforme os indicadores da pesquisa, as taxas de desemprego recuaram de 7,2%, para os homens, de 9,5% para 9,1%, entre as mulheres, e de 20,7% para 17,9%, entre o público juvenil.

 

Desafios

 

Para o titular da STDS, Josbertini Clementino, os números mostram que o crescimento da ocupação está maior do que a força de trabalho disponível, “que a inclusão no mercado de trabalho é recorrente”. Ele ressalta, no entanto, que “o maior desafio agora, é ampliar a massa salarial dos trabalhadores”, que nos últimos 12 meses, recuou 3,7% na média geral dos empregados assalariados. Para tanto, acrescenta, o governo do Estado, por meio da STDS, vem investindo forte na qualificação profissional da mão de obra. “Nesses últimos 8 anos, vamos fechar 2014 com um milhão de pessoas, jovens e adultos capacitados no Ceará”, destacou Josbertini.

 

A PED é realizada pela STDS, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), o SINE/CE, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

 

26.11.2014

 

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