Ceará tem a segunda maior redução de mortalidade infantil do país

2 de dezembro de 2014

O Ceará foi o segundo estado que mais reduziu a mortalidade infantil no país entre 1980 e 2013, de acordo com a Tábua Completa de Mortalidade para o Brasil – 2013, divulgada na segunda-feira, 1º de dezembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI), de 111,5 mortes de menores de 1 ano por mil nascidos vivos em 1980, diminuiu para 16,6 no ano passado. Isso significa redução de 94,9 óbitos por mil nascimentos, número menor apenas que o da Paraíba, que em 2013 diminuiu em 98 pontos a TMI de 117,1 registrada em 1980, para 19 por mil nascidos vivos. Com esses números, o Ceará avançou da terceira pior TMI do Nordeste e do país em 1980 para a segunda melhor do Nordeste, depois de Pernambuco (14,9), e 12ª do Brasil.

 

No ano passado, o IBGE havia divulgado as Tábuas de Mortalidade 1980-2010. Em relação a 2010, o Ceará melhorou e repetiu a segunda maior redução da mortalidade infantil. Naquele ano, o Estado registrou TMI de 19,7 por mil nascidos vivos e redução de 91,8 pontos em relação a 1980. Entre os dois levantamentos (2010-2013), o Ceará diminuiu a TMI em 18,8%, com decréscimo de 3,1 pontos em relação a 2010. Em todo o Brasil, a TMI recuou de 69,1 por mil nascidos vivos em 1980 para 16,7 em 2010 e 15 no ano passado. A redução da taxa no país foi de 54,1 pontos entre 1980 e 2013.

 

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A redução da miséria e da desnutrição, o aumento do aleitamento materno, as campanhas de imunização, a expansão do Programa Saúde da Família (PSF), a melhoria do sistema de água e saneamento estão entre os fatores que promoveram a redução da mortalidade infantil no país. No Ceará foi feita a ampliação e qualificação da rede de atenção básica. Com recursos do governo do Estado, no valor total de R$ 26,6 milhões, foram construídas 150 Unidades Básicas de Saúde da Família em 150 municípios, com melhores condições de acolhimento e atendimento às gestantes. O governo também comprou 215 veículos para o Programa Saúde da Família para oferecer aos profissionais melhores condições de trabalho e acesso a todas as gestantes e todas as famílias, mesmo aquelas em locais mais distantes e de difícil acesso.

 

Como reconhecimento da importância do trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde na saúde das gestantes, das crianças e toda a família, desde 1º de maio de 2008 o governo promoveu a estadualização dos ACSs. O Ceará foi o primeiro Estado a incorporar os agentes de saúde na folha de pagamento da Secretaria da Saúde do Estado. Os 8.023 agentes de saúde passaram a receber os salários no primeiro dia de cada mês, no mesmo dia dos servidores da Sesa. Antes da estadualização, a relação de trabalho deles era precária, através de contratos com associações que sofriam ameaças de emprego com as mudanças periódicas das administrações municipais. Estrutura maior, mais transporte e melhores condições salariais e de trabalho contribuem para o aumento da cobertura do PSF, que está em 79,8%, bem mais do que a cobertura de 2006, que era de 62,9%.

 

Na atenção secundária, o Ceará reforçou a estratégia de hospitais polos. Em 2006 o Ceará tinha 32 hospitais polos filantrópicos ou públicos municipais que recebiam do governo do Estado R$ 34.290.000,00 por mês. Hoje são 36 hospitais polos e o valor do repasse subiu para R$ 130.706.377,32, representando um incremento de 281,2%. Na grande maioria dos 36 hospitais polos há atendimento em obstetrícia para garantir assistência à mulher e ao recém-nascido. Assim, evita óbitos nos primeiros dias de vida dos bebês. Em todas as 19 policlínicas já em funcionamento em diferentes regiões do Estado há consultas com médicos especialistas em obstetrícia. Há consultas com especialistas em pediatria em Camocim, Pacajus, Campos Sales, Itapipoca, Limoeiro o Norte e Russas.

 

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Na atenção terciária, além de ampliar e modernizar o Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e o Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), que atendem a mulher em Fortaleza, o governo do Estado construiu no interior hospitais regionais para atendimento especializado às gestantes de alto risco e aos bebês recém-nascidos. No Hospital Regional Norte, que funciona em Sobral há um ano e meio, há um hospital da mulher dentro dele. No setor há uma emergência exclusiva para obstetrícia, 10 leitos de neonatologia e 12 leitos de mãe Canguru. No Sertão Central, o governo está concluindo até o final deste ano o Hospital Regional do Sertão Central, em Quixeramobim, que também terá uma unidade dedicada somente à mulher e ao recém-nascido, com emergência obstétrica e 10 leitos de UTI da neonatalogia.

 

02.12.2014

 

Assessoria de Comunicação da Sesa

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