Ceará reduz número de pessoas vivendo na extrema pobreza

3 de dezembro de 2014

Um total de 22,2 mil pessoas no Ceará deixou a linha da extrema pobreza, em 2013, quando comparado com o ano anterior, significando redução da 3,11 por cento, ou seja, de 717,7 mil para 695,4 mil, ao contrário do que foi verificado na região Nordeste e no Brasil. No mesmo período, o Nordeste apresentou crescimento de 1,50 por cento, de 4,31 milhões de pessoas para 4,38 milhões (64,6 mil a mais), enquanto o Brasil o aumento da extrema pobreza foi ainda maior, de 7,49 milhões para 8,09 milhões (599,2 mil a mais), representando evolução da 7,99 por cento.

 

Os números estão no IPECE/Informe 81 – dezembro de 2014 – “Caracterização da Extrema Pobreza no Ceará Segundo os Dados da PNAD de 2012 e 2013”, que acaba de ser divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), Órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo Estado. O documento foi elaborado por Flavio Ataliba F. D. Barreto, diretor Presidente do Instituto, e pelos economistas Carlos Alberto Manso e Raquel da Silva Sales. O estudo já pode ser acessado na página www.ipece.ce.gov.br.

 

De acordo com o professor Flávio Ataliba, da mesma forma que para o indicador número de extremamente pobres, a proporção de pessoas em situação de extrema pobreza cresceu no Brasil (8,22 por cento), passando de 3,92 por cento em 2012 para 4,26 por cento em 203, e no Nordeste de 8,02 por cento para 8,18 por cento. Já no Ceará – observa – houve uma redução de 2,72 por cento na comparação entre anos, passando de 8,49 por cento para 8,26 por cento.

 

Já por áreas censitárias – explica Raquel Sales – é possível constatar que tanto para o Brasil, como para o Nordeste e o Ceará, o número de extremamente pobres cresceu nas áreas urbanas e nas regiões metropolitanas, ao contrário do que ocorreu nas zonas rurais. Com efeito, pouco mais de 80 mil brasileiros moradores de áreas rurais deixaram a situação de pobreza extrema. Efeitos demográficos, migratórios ou políticas específicas para o meio rural podem explicar os movimentos observados.

 

Ao analisar a distribuição da extrema pobreza por faixas de idade, considerando, respectivamente, os indicadores número de extremamente pobres e proporção da pobreza extrema, nacionalmente o incremento com base nos dois períodos ocorreu em todas as. No Ceará, ocorreram acréscimos da pobreza extrema na classe jovem (de 15 a 29 anos de idade) e nos idosos (60 anos ou mais de idade). Entretanto, o movimento total foi de redução na extensão da pobreza extrema, especialmente pelas diminuições nos grupos de crianças (de 0 a 14 anos de idade) e de adultos (30 a 59 anos).

 

Em uma busca por determinantes desses resultados – frisa Flávio Ataliba –  é relevante que se leve em conta, entre outros, os rebatimentos no Estado das mudanças ocorridas no Programa Bolsa Família (PBF), que aumentou a cobertura para famílias com crianças de 0 a 6 anos e de adolescentes de 7 a 15 anos.

 

03.12.2014

Assessoria de Imprensa do Ipece

Padua Martins (padua.martins@ipece.ce.gov.br / 3101.3508)