Ceará já tem novos recordes de transplantes de pulmão e medula

9 de dezembro de 2014

O ano de 2014 nem terminou e o Ceará já registra, pelo segundo ano consecutivo, recordes de transplantes de pulmão e medula óssea. De 2013 para este ano, os transplantes de pulmão aumentaram de oito para dez e, os de medula óssea, passaram de 56 para 57 – 55 autólogos e dois alogênicos. No ano passado foram realizados, no total, 1.365 transplantes de órgãos e tecidos, recorde atual, e, este ano, 1.275. Em 2014, até o dia 5 de dezembro, haviam sido realizados, ainda, 267 transplantes de rim, cinco de rim/pâncreas, 18 de coração, 177 de fígado, oito de valva cardíaca, 707 de córnea e 26 de esclera. Na lista de espera, 415 pacientes aguardam por transplante de rim, 14 de rim/pâncreas, um de pâncreas isolado, 11 de coração, 101 de fígado, seis de pulmão, 549 de córnea e 40 de medula óssea, 10 com a medula para transplante já coletada.

 

O número de transplantes feitos este ano já é maior que o total de 2012, quando foram realizados 1.269 cirurgias. Até o final do ano, a intenção é se aproximar e até superar recordes anteriores, como os 1.295 de 2011 e os 1.365 do ano passado. Desde 2007, o Ceará vem registrando recordes sucessivos de transplantes realizados ano a ano, à exceção de 2012. Foram 654 transplantes em 2007, 742 em 2008, 760 em 2009, 872 em 2010, 1.295 em 2011, 1.269 em 2012 e 1.365 em 2013. No ano passado, o Estado registrou também novos recordes de transplantes de fígado, pulmão e medula óssea.

 

O Ceará tem se mantido entre os três estados com maior número de doadores efetivos de órgãos e tecidos para transplante. De acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) relativo aos três primeiros trimestres de 2014, o Ceará figura na terceira colocação do país, com 26,7 doadores efetivos por milhão da população (pmp), depois de Santa Catarina e Distrito Federal, ambos com 31,6 pmp. Em número de doadores cujos órgãos foram transplantados, o Ceará avança uma posição, figurando com 26,0 pmp, atrás apenas de Santa Catarina, com 30,5 pmp.

 

Até setembro deste ano, o Ceará aparecia no RBT, publicação da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), como o maior transplantador de fígado do país, com 24 transplantes pmp, à frente do Distrito Federal (20,8 pmp) e Santa Catarina (18,1). Em transplantes de pulmão, o Ceará é o segundo do Brasil, com 1,3 transplantes pmp, atrás do Rio Grande do SUL, com 1,4 pmp.

 

09.12.2014

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