Com seis meses a criança já precisa ser vacinada contra sarampo

27 de Janeiro de 2015

A vacinação é a única maneira de prevenir o sarampo. E começa cedo. Assim que completar 6 meses, a criança já deve ser vacinada. A vacina é a tríplice viral, que protege contra o sarampo, rubéola e caxumba. Ao completar 1 ano a criança deve ser vacinada de novo com a tríplice viral. Quando a criança tiver 1 ano e três meses é preciso vacinar novamente. Desta vez com a tetra viral, que além de proteger contra sarampo, rubéola e caxumba, previne a catapora. Pronto, vacinada com as três doses, a criança está protegida do surto de sarampo. As vacinas estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde, mais conhecidas como postos de saúde.

 

Há 691 casos confirmados de sarampo em 29 municípios cearenses. Desse total, 187, que representam 27,10%, são crianças com menos de 1 ano. Dos 187 casos, em 64 casos as crianças tinham menos de seis meses de vida. Daí, a importância de vacinar logo assim que a criança completar 6 meses. Vacinar é proteger.

 

Após 15 anos sem registro de nenhum caso de sarampo no Ceará, foi confirmado um caso no dia 25 de dezembro de 2013. Dos 691 casos, nove foram confirmados este ano, conforme o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado na última sexta-feira, 23 de janeiro. Dos nove casos, seis em Fortaleza, dois em Caucaia e um em Aquiraz.

 

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O que é?

É uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa, muito comum na infância. A viremia, causada pela infecção, provoca uma vasculite generalizada [vesículas], responsável pelo aparecimento das diversas manifestações clínicas, inclusive pelas perdas consideráveis de eletrólitos e proteínas, gerando o quadro espoliante característico da infecção. Além disso, as complicações infecciosas contribuem para a gravidade do Sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

 

Qual o agente envolvido?

Vírus do Sarampo que pertence ao gênero Morbillivirus, família Paramyxoviridae.

 

Quais os sintomas?

Caracteriza-se por febre alta, acima de 38,5°C, exantema maculopapular generalizado, tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik (pequenos pontos brancos que aparecem na mucosa bucal, antecedendo ao exantema). É durante o período exantemático que, geralmente, se instalam as complicações sistêmicas, embora a encefalite possa aparecer após o 20° dia.

 

Como se transmite?

É de quatro a seis dias antes até quatro dias após o aparecimento do exantema. O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início do exantema. O vírus vacinal não é transmissível.

 

Como tratar?

Não existe tratamento específico para a infecção por sarampo. É recomendável a administração da vitamina A em crianças acometidas pela doença, a fim de reduzir a ocorrência de casos graves e fatais. O tratamento profilático com antibiótico é contraindicado.

 

Como se prevenir?

A vacinação é a única maneira de prevenir a doença. O esquema vacinal vigente é de uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses de idade e a segunda dose aos quatro anos de idade.

 

Quais os cuidados necessários?

As mulheres grávidas não devem receber a vacina contra a rubéola. Elas devem esperar para serem vacinadas após o parto.

 

Caso esteja planejando engravidar, assegure-se que você está protegido contra a rubéola. Um exame de sangue (sorologia) requisitado pelo seu médico pode dizer se você já está imune à doença. Se não estiver, deve ser vacinada antes da gravidez. Espere pelo menos quatro semanas antes de engravidar.

 

Fonte: Ministério da Saúde

 

27.01.2015

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