Plano Estadual de Cultura é entregue à Assembleia por ministro e secretário

10 de Março de 2015

A convite do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura do Estado (Secult), o ministro da Cultura, Juca Ferreira, participou de sessão solene na Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (10/03), na qual apresentou a política do Governo Federal para o setor. A solenidade também foi marcada pela entrega ao Legislativo, pelas mãos do ministro e do secretário da Cultura do Estado, Guilherme Sampaio, do Plano Estadual de Cultura do Estado do Ceará.

“Quem acompanha as políticas de cultura e compreende a importância desta área como eixo fundamental para a preservação da nossa identidade, entende a importância da existência de um Plano Estadual de Cultura”, afirmou o secretário no início de sua fala, que antecedeu a apresentação do ministro.

“Ao entregar este documento para apreciação e futura aprovação na Assembleia, estamos alcançando um termo muito importante para a política cultural”, destacou Guilherme, informando que em breve a Secult realizará audiência pública, no Legislativo Estadual, para debate aprofundado do Plano.

Biblioteca Menezes Pimentel
O secretário Guilherme Sampaio anunciou, durante o evento, que nesta quinta-feira (12/03), Dia do Bibliotecário, assinará a ordem de serviço para as obras de reforma geral da Biblioteca Menezes Pimentel, com um investimento total de R$ 9 milhões, pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura. Durante as obras, a parte mais procurada do acervo do Biblioteca estará à disposição em um outro prédio. Já as obras raras poderão ser consultadas mediante solicitação prévia.

Plano Estadual da Cultura: um marco para o Ceará
Logo no início de sua fala, o ministro Juca ressaltou que o Brasil está precisando de novos marcos na política cultural e que a entrega do Plano de Cultura do Estado é um destes marcos para o Ceará. “Este documento de hoje é muito importante. A política cultural necessita de estabilidade e continuidade. Como o Plano trata dos próximos dez anos, ele é fundamental para todas as construções que o atual governo desenvolver”, enfatizou. “Uma das piores coisas da vida pública brasileira é descontinuidade. O plano estadual de Cultura vai dar uma referência que é institucional”, concluiu.

Sobre os recursos para a área, Juca defendeu uma distribuição democrática das verbas federais e ressaltou em como se consegue fazer muito no campo da cultura, mesmo com pouco dinheiro. “Na área cultural, o pouco dinheiro faz milagre”. “Fiquei impressionado com a prestação de contas da Fundação Casa Grande, o que fazem com 50 mil reais por ano. Os gestores mantêm muitas iniciativas com as crianças, têm uma rádio comunitária e outras ações muito interessantes”, relatou, relembrando as visitas que fez nesta segunda-feira (09/03) nas cidades do Cariri.

O ministro também destacou que a riqueza da cultura popular do Ceará é pouco reconhecida em relação a outras manifestações pelo Nordeste. “É preciso ter carinho, essa é a base da cultura popular. É preciso constituir uma estrutura pública que disponibilize o acesso da cultura a todos os brasileiros. Tudo depende do desenvolvimento cultural. Como esperar certas posturas da população, como construir uma Pátria Educadora sem o acesso à cultura?”, questionou.

Sobre a atual conjuntura, o ministro disse que nenhuma força vai conseguir  arrastar o Brasil para o “fundo do poço”. “É um país viável, que tem todas as condições de enfrentar quaisquer desafios. É preciso enfrentar a corrupção, modernizar o Estado, mas em nosso campo não vejo sentimento de apatia ou perplexidade. Vejo pessoas demandando, apresentando projetos, querendo programas de volta e é para isso que vamos trabalhar”.

10.03.2015

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